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As Instituições de Ensino


Coloco aqui hoje um comunicado efectuado pela Associação para a igualdade Parental e Direito dos Filhos, que nos leva a pensar que até as instituições por desrespeito ou desconhecimento da lei, quase que não comunicam aos pais “ausentes” as questões de maior importancia aos pais que são proibidos pelas mães que efectuam SAP da vida cotiadiana dos seus filhos.

 

COMUNICADO ÀS INSTITUIÇÕES DE ENSINO
O arranque do ano lectivo marca o início de mais uma etapa fundamental na vida de educadores/professores, crianças e pais. Para os educadores/professores as novas responsabilidades são muitas e esta é uma altura de particular exigência. Para as crianças é
a excitação de (re)encontrar os amigos, de novas aprendizagens e experiências. Para os pais é a preocupação com a (re)entrada na escola dos filhos – porque a escola é o local por excelência onde estes se formarão sócio, cultural e civicamente.
Por este motivo, e porque as crianças são “o melhor do mundo” e a essência de todas as nossas preocupações, gostaríamos de partilhar convosco uma realidade com a qual nos deparamos, infelizmente, demasiadas vezes: as crianças filhas de pais separados/divorciados. Sabendo que a separação/divórcio é sempre um momento doloroso pelo qual o casal (que só se desfaz conjugalmente, mantendo-se sempre como casal parental) e os filhos passam, e que muitas vezes esse momento se transforma num processo lento e onde surgem conflitos infundados, as crianças são, invariavelmente, as maiores (se não mesmo as únicas) vítimas de discórdias que na realidade lhes deveriam ser alheias.
Neste sentido, e dada a extrema importância da escola (independentemente de serem de ensino público ou privado, confessionais ou laicas e dos seus graus de ensino) e dos seus interlocutores na vida de cada criança, vimos por este meio tentar esclarecer algumas das
dúvidas mais frequentes que surgem nestas situações e que nos têm sido dirigidas regularmente.
Legalmente, as Responsabilidades Parentais podem ser exercidas em conjunto (por ambos os progenitores) ou individualmente (só por um deles), mediante Acordo estabelecido entre estes ou decisão do Tribunal de Menores.
Contudo, independentemente do Acordo existente e de quem representa a figura do Encarregado de Educação, que será sempre designado no início de cada ano lectivo, ambos os pais têm o direito e o dever de participar activamente na vida dos filhos, acompanhando-os nas actividades escolares, dirigindo-se às escolas, solicitando e recebendo informações relativas aos seus filhos e, mesmo que estas já tenham sido transmitidas ao Encarregado de Educação, as escolas devem prestar todas as informações solicitadas pelos pais (salvo impedimento judicial).
Por outro lado, muitas vezes às crianças é impedido o contacto com um dos pais, e são dadas instruções, pelo progenitor residente ou que tem a guarda, às escolas no sentido de estas não permitirem o contacto entre as crianças e o progenitor não residente.
Compreendemos que a escola não é certamente o local ideal para o exercício do direito de visita, que é um direito do progenitor não residente e das crianças, no entanto torna-se muitas vezes no único local possível, sendo que as escolas não podem impedi-lo ou restringi-lo.
Às escolas, seus educadores/professores e restantes interlocutores solicita-se então que adotem uma atitude de mediação de conflitos, não tomando posições por um ou outro pai, evitando dessa forma mais conflitos e zelando pelo real direito das crianças em conviverem
com ambos os pais e famílias alargadas.
Encontramo-nos a vossa inteira disposição para qualquer esclarecimento adicional, contacto ou parceria sobre o assunto supra desenvolvido.
Bem-haja pela atenção dispensada a esta temática.
Com os votos dos maiores sucessos neste ano lectivo, os nossos mais cordiais
cumprimentos,
A Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Defesa dos Direitos dos Filhos
28 de Setembro de 2011

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Guarda Partilhada


Hoje Trago, uma noticia que poderão verificar neste Link, sobre a guarda partilhada, que foi colocada pela revista digital ” In Verbis”, no qual, os juizes de uma forma pretenciosa, tentam se esquivar a “impor” ou de ajudar a decidir a guarda partilhada aos pais que se separam.

Com o argumento…esperem…imagine-se O Aumento dos processos que surgirão, por o estado alegadamente se intrometer na vida das familias. Eu ao ler isto atirei-me por completo ao chão de tanto rir.

Aqui, não se trata do quem tem ao não direito, trata-se que os filhos é que tem os direitos, e se não existe, uma conclusão ou decisão sobre a vida do filho,os pais enquanto se deram bem tudo funcionava, quando se separam se não existe possibilidade de entendimento, então o estado deve “obrigar” os pais a entenderem-se, e não da forma que tem o vindo a fazer, com a colocação da mãe como a suprema e o pai o renegado.

Mas sim com ambos a partilhar a vida da criança, em toda a sua plenitude, souberam n0 fazer, não souberam, foi bom, não foi, agora enfrentem as consequencias e amem os vossos filhos como o devem fazer.

O mais incrivel nesta historia, é a resposta de um alegado magistrado que trata este assunto, apesar de esta resposta e a noticia já ter 3 anos, demonstra bem o ataque e o preconceito os juizes têm e tinham com os pais, apesar que em alguns casos também reconheço que havia pais que faziam o que o juiz utiliza como justificação, pois todos sabemos que até há pouco tempo havia pais que se recusavam a coexistir com os filhos.

Vejam o grande Steve Jobs, somente após 8 anos de lutas em tribunal, é que reconheceu a filha, mas vejam a resposta do juiz e reflitam que também para mudar as mentalidades dos juizes, necessitam de que nós pais os mostremos o quanto estão errados.

“… : Será só comigo que isto se passa?
Guilherme Oliveira, um dos autores da actual lei, defende que o “princípio é bom e que, por vezes, é preciso ser a lei a impor” – Adoro estas frases grandiloquentes.
95% das Regulações do Poder Paternal que tenho a meu cargo têm a guarda atribuída à mãe pela mais singela das razões: os pais estão-se a borrifar!!! Não querem saber!!! E evitam a todo o custo suportar o fardo mensal que é sustentar os filhos, pagando os devidos alimentos!!!
Será só no meu tribunal?
Os meus “paizinhos” serão diferentes, para pior, dos demais?
Calharam-me a mim os mais sacanas (não sei se posso escrever isto aqui), desalmados e com o cérebro do tamanho do seu pénis?
Tenho um paizinho casado que, numa aventura extra-conjugal, fez uma filha.
Nunca em 16 anos a quis ver, renegou-a por completo e todo o dinheiro que entregou foi sacado à força.
Tenho outro que tinha a guarda atribuída (estão a ver, não sou preconceituoso). Educou a filha até aos 10 anos de idade.
Como sempre desconfiou que a filha não fosse dele submeteu-se a exames hematológicos que confirmaram as suspeitas.
NO DIA SEGUINTE ENTREGOU A FILHA À MÃE E NUNCA MAIS QUIS SABER DELA!
Tenho outro que sempre negou que a filha fosse dele mas sempre se recusou a fazer exames de sangue.
Nunca quis saber dela.
O que é que se faz a estes casos?
Guarda conjunta???????????????
O princípio é bom e que, por vezes, é preciso ser a lei a impor
Deixem de ler livros e passem mas é um mês num tribunal, para conhecerem o que é a realidade.”
23.Janeiro.2009

1. Raízes Culturais – O problema dos pais e o problema dos filhos tem raízes culturais. O mundo muda rapidamente propagando a anti-cultura, o anti-herói… É preciso refletir, questionar, antes de tomar qualquer posição. É preciso lembrar que princípios de integridade moral e ética são imutáveis. O respeito, a compreensão e o amor devem nortear nosso relacionamento com o mundo.
2. Os pais também são gente – Os pais são humanos e são apenas pais. Não são super-heróis nem se tornam perfeitos ao se tornarem pais. Devem assumir tranqüilamente suas limitações, suas fraquezas, conscientes de que, em sua função de pais, com sua experiência, vivência e amor por seus filhos, são insubstituíveis.
3. Os recursos são limitados – Avalie e conheça seus próprios limites físicos, emocionais e econômicos. Aprenda a dizer não. Ensine o respeito aos próprios limites. O amor, a maturidade e a disposição dos pais vence a rebeldia dos filhos. Lembre-se que educar bem os filhos é tirar de dentro deles o melhor que têm a oferecer. É fazê-los entender deveres e responsabilidades, levando em conta que eles aprendem facilmente a obter direitos e vantagens.
4. Pais e filhos não são iguais – Os pais precisam ser pais para que os filhos possam ser filhos. Pai é guia, orientador, legislador: deve conduzir o filho, criando regras, que sejam respeitadas e que vão prepará-lo para enfrentar o mundo. Não estamos pregando o autoritarismo. Falamos de autoridade de adultos coerentes, competentes, que querem o melhor para o desenvolvimento completo da personalidade do filho. Estamos tratando da disciplina ministrada por pais que dirigem o lar com firmeza e sabedoria, buscando proteger e orientar o filho, alicerçados em valores éticos e morais nos quais acreditam.
5. Culpa – A culpa torna as pessoas indefesas, paralisa e impede toda forma de ação. Para resolver um problema, uma situação inaceitável, é preciso libertar-se de qualquer tipo de emoção negativa. Fazendo sua parte do modo mais completo possível, consciente de ter cumprido o seu papel… E sem nenhum sentimento de culpa, auto-piedade ou raiva estar livre para agir e deixar os filhos sofrerem as conseqüências de seu próprio comportamento.
6. Comportamento – O comportamento dos filhos afeta os pais e o comportamento dos pais afeta os filhos. Existem muitos instrumentos de destruição que são usados pelos pais: indignação expressa em voz estridente, as acusações irresponsáveis, repreensões, lágrimas, histeria, orgulho, todas armas mortíferas que matam o amor e o respeito, destruindo também, quem as utiliza. É preciso manter-se equilibrado, ser sóbrio para exigir sobriedade e, assim, como dono de sua casa, conduzir sua própria família no rumo certo.
7. Tomada de Atitude – Na educação dos filhos, sabe-se o quanto é prejudicial tomar atitudes sem firmeza e perseverança. É dever dos pais agir prontamente ao tomar conhecimento do comportamento inadequado do filho. Corrigi-lo segundo a maior ou menor gravidade da situação; assumindo posições claras e bem definidas. Caminhe junto, acredite, fortaleça e anime seu filho, mas sobretudo, busque uma nova qualidade de vida.
8. A Crise – Assumir posições, fechar questão, acarreta crise que, se bem administrada, gera a mudança necessária. É preciso ter coragem e disposição para mudar e ser capaz de amar seus filhos de modo a fazer o que precisa ser feito sem pena deles ou de si próprio. Pais: definam seu alvo, fixem prioridades, formulem um plano de ação e o executem. Administrem a crise sem medo, controlando cada regra, cada limite estabelecido, fazendo sua parte para solucionar o problema. Por causa disso, ou apesar disso, sejam felizes! Vivam e deixem seu filho viver experimentando as conseqüências do que faz.
9. Grupo de Apoio – Sozinhos, sem compartilhar e trocar experiências, os pais se sentem perdidos e amedrontados. Entretanto, unidos e reunidos em grupos encontrarão novos caminhos. O grupo de apoio ajuda a refletir sobre as dificuldades e as limitações de cada um. Oferece diferentes alternativas, e encorajamento através do generoso relato da experiência de cada membro. Os participantes elevam-se além dos seus próprios problemas para ajudar o outro e, consequentemente, todos saem do grupo com novas esperanças.
10. Cooperação – A essência da família repousa na cooperação. Poupar e impedir o filho dessa participação é erro freqüente nas famílias. A cooperação aumenta a auto-estima e a noção do dever. É da cooperação que nasce a afetividade entre os membros da família, e é o germem da cidadania. Os Pais devem despertar nos filhos a responsabilidade por cada pessoa de seu grupo familiar e social. Assim sendo, os filhos só terão direitos a reivindicar quando, com postura madura e séria, se tornam membros cooperadores do grupo familiar.
11. Exigência e Disciplina – Aquilo que não se aprende em casa, a vida ensina a duras penas. Duras para os pais e para os filhos. Devemos ordenar e organizar com verdadeira disciplina o rumo que queremos dar à nossa vida e à vida da família, começando por pequenas coisas para chegar às grandes mudanças. Seu filho não pediu para nascer, mas você também não pediu para que ele fosse como é; vocês foram colocados um na vida do outro e têm – cada qual a seu modo – direitos e deveres. Não tem, no entanto, o direito de se destruirem mutuamente. O amor-exigente não expulsa os filhos de casa. A proposta não é essa. A escolha é opção do próprio filho. Depois de ter tentado tudo para controlar o comportamento inadequado do filho, chegando ao limite máximo dos pais ou da família, ao não querer adequar-se, ele mesmo estará escolhendo deixar a casa e viver por sua própria conta e risco.
12. O Amor – Este é o nosso princípio básico. E deve estar sempre intimamente ligado a todos os outros. No Amor-Exigente, amar é um grande desafio. É uma decisão! Deixa de ser um sentimento para ser uma opção de vida: Amar é ajudar o outro a ser a pessoa certa para ele mesmo e para o mundo onde for viver. É um amor aberto, traduzido em gestos e atitudes de querer o bem do outro. O verdadeiro amor tem compromisso com valores maiores do que a satisfação dos desejos.


Texto: Pedro Justino Alves
«Só Amor não Basta? – Educar até aos 6 anos, um Guia para Pais», escrito por Paulo Sargento e editado pela Planeta, apresenta, além da teoria, inúmeros casos reais da vasta experiência do autor, o que torna esta obra obrigatória para qualquer casal, que certamente vai encontrar soluções para problemas que está a viver na complicada, mas deliciosa, arte de educar uma criança.

«Antigamente dizia-se que um homem só se realizaria quando tivesse um filho, plantasse uma árvore e escrevesse um livro. Hoje, escrevemos um livro, plantamos uma árvore e, só depois, temos um filho. Esta é a nossa pior falha», acredita Paulo Sargento, que defende no entanto que «ser pai ou mãe é das coisas mais bonitas que nos podem acontecer». O seu livro procura auxiliar nessa difícil tarefa, numa linguagem muito acessível, sem grandes floreados teóricos e cansativos, o que torna a sua leitura bastante agradável.

Em concreto, o que pretendeu transmitir com «Só Amor não Basta? – Educar até aos 6 anos, um Guia para Pais»? 
Ao escrever este livro tive como objectivo fundamental partilhar com pais e educadores o que estes partilharam comigo durante 20 anos: preocupações e angústias, mas, também, satisfações e alegrias. No fundo, trata-se de uma exposição coloquial sobre como se constroem as competências parentais. Dito de uma forma mais simples: afinal, ser pai ou mãe não só não é assim tão difícil como, também, é das coisas mais bonitas que nos podem acontecer!

Na nossa sociedade, cada vez mais o papel da educação é transferido dos pais para a escola, muitas vezes devido as exigências diárias. Acredita que os pais têm consciência dessa mudança de papel? E, se têm, procuram travar essa transferência ou, pelo contrário, se acomodam? 
A educação é um terreno de partilha com diversos actores (família, amigos, escola, etc.). Às vezes pensamos que o tempo é a condição necessária para educar. Assim, como as nossas crianças passam, efectivamente, mais tempo na escola e em actividades extra-curriculares, ficamos com a sensação de que não temos tempo para as educar. Nada de mais errado! Ainda que reconheça que as crianças de hoje brincam muito pouco e passam muito tempo na escola, não creio que educar esteja dependente do tempo que passamos com ela. Educar uma criança é um processo de qualidade de contactos e não de quantidade de contactos. Quando o tempo que passamos com alguém é bom, mesmo que seja pouco, tudo corre bem. Depois, é necessário dizer que a escola tem na sua primeira linha ensinar, transmitir conteúdos. A família tem na sua primeira linha educar. Mas quer a escola quer a família podem educar. E educam!

Ao longo dos anos o papel da educação alterou-se em termos sociais. Antigamente, na minha opinião, era muito mais rígida. Como vê a educação em si na sociedade de hoje? Há diferenças gritantes em relação ao passado? 
Sem dúvida. A educação acompanha as mudanças da humanidade, em todos os aspectos. É muito sensível às transformações sociais, ecológicas, económicas, políticas. Contudo, o essencial para educar tem-se mantido inalterável: o amor! É por isso que digo que, apesar de só o amor não bastar, tudo o resto é perfeitamente inútil se ele não existir. O que faz mudar a educação são as formas culturalmente induzidas, mas em toda a vida da humanidade existiu amor. Por isso, em toda a existência humana houve boa educação, ainda que com recurso a diferentes modos de viver, pensar e agir. O que hoje se nota de substancialmente diferente na educação é que se começa a entender que ser pai ou mãe é sobretudo cuidar e não somente procriar.

Há muitos livros que ajudam os pais a educar os seus filhos, muitas teorias. No entanto, quanto mais ajuda parece termos ao nosso dispor, pior é o cenário. Como explica essa aparente contradição? 
Apesar de existir muita informação sobre parentalidade não quer dizer que seja lida ou que seja assente em princípios baseados em evidência científica. Ideias e opiniões sobre como educar os filhos todos temos. Contudo, para se aconselhar alguém sobre o modo de exercer a sua parentalidade não basta ter-se uma opinião sobre tal. É também necessário que nos socorramos das evidências que a Ciência vai produzindo para construir ajudas e intervenções mais esclarecidas e eficazes. A maior parte das vezes, ler algo sobre parentalidade constitui uma preciosa ajuda para o seu exercício diário. Sabe porquê? Porque quem lê demonstra, desde logo, interesse em saber mais sobre esta tarefa tão importante para a humanidade. Contudo, em alguns casos, é necessário mais do que a leitura. Algumas vezes é necessária ajuda especializada. Mais uma vez, quem a procura demonstra preocupação com esta tarefa e isso é algo de extraordinário.

Acredita que a base da educação, do convívio social, está entre os um e os seis anos, como muitos defendem? 
A Ciência tem-nos demonstrado isso mesmo. A nossa informação genética não se exprime sempre de uma forma directa. Muitas vezes, esta expressão é modificada pela influência de factores externos ao DNA – é o que se designa por Epigenética. Estes factores, que designamos por ambientais (família, amigos, colegas, professores, etc.), parecem ter importâncias diferentes de acordo com as funções e os períodos de vida em que operam. A construção da nossa personalidade, por exemplo, parece ter um período crítico onde a influência do meio próximo (família nuclear) é determinante: os primeiros 5/6 anos de vida. Neste período, grande base do que será a nossa personalidade futura está em jogo através da relação dinâmica entre o que herdámos dos nossos progenitores e o que construímos na relação com o nosso ambiente social.

O seu livro tem partes teóricas, mas principalmente práticas, com inúmeros casos, 37 no total. São nesses casos que os pais e educadores poderão retirar o sumo da sua obra? 
Apesar de não existir nada de mais prático do que uma boa teoria, julgo que os casos que apresento no livro constituem fiéis exemplos ou ilustrações daquilo que apresento em termos teóricos. É como um livro ilustrado. Só que em vez de imagens tem histórias de pessoas como todos nós. O que espero é que, em cada caso apresentado no livro, o leitor possa ver um pouco do seu caso e, com isso, aprender.

Dos vários casos apresentados, há algum que o tenha surpreendido em particular? Se sim, qual e porque? 
Caso 18, da Liliana. É uma ilustração magnífica de como lidar com o ciúme e com o amor de forma positiva e feliz. É uma lição de vida para todos!

Separa o livro por idades. Qual a «passagem» que acredita ser a mais importante nos primeiros seis anos? Porque? 
As diferentes idades não significam, exactamente, diferentes fases de desenvolvimento. Apenas constituem aproximações. Contudo, gostava de chamar a atenção em especial para os dois primeiros anos de vida por neles se concentrarem as bases mais fundamentais da nossa existência futura.

No final apresenta dez dicas, que defende que não são mandamentos. No entanto, algumas deveriam ser. Ou não? E quais destacaria dessas dez dicas? 
De facto, são apenas dicas porque implicam princípios gerais de recomendação e não formas rígidas de comportamento. Contudo, se tivesse de escolher duas dicas e transformá-las em mandamentos seria este:
a) não existe mimo a mais e nunca devemos levar uma palmada pedagógica! Já vi muita gente a queixar-se por falta de mimo, mas nunca ouvi ninguém a queixar-se por ter demasiado mimo. Palmadas são sempre palmadas e nunca são pedagógicas, como qualquer espécie de violência não o é e nem nunca o será. A história da Humanidade mostra-nos isso com clareza.

Da sua vasta experiência, onde estamos a falhar? Ou não estamos?…
As sociedades criaram muitos mitos sobre as dificuldades da parentalidade. Ter filhos era o objectivo principal da generalidade do seres humanos desde a revolução industrial até à primeira metade do séc. XX, inclusivamente viam nisso uma «riqueza». Mas as sociedades pós-modernas inverteram essa tendência. Hoje ter um filho tem uma outra representação. Não é um «princípio» de vida, é um dos «fins» na vida. Convencemo-nos que só estamos prontos para ter um filho quando já realizámos um conjunto de tarefas em que a sobra é, precisamente, ter um filho. Antigamente dizia-se que um homem só se realizaria quando tivesse um filho, plantasse uma árvore e escrevesse um livro. Hoje, escrevemos um livro, plantamos uma árvore e, só depois, temos um filho. Esta é a nossa pior falha!

 

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=523362

 

2ª Feira


Pois, hoje é segunda-feira, dia que por natureza já é enfadonho, por ser inicio da semana de trabalho! Mas que fica imediatamente pior pois é dia de entregar o meu filho no infantário. Para no final do dia regressar à progenitora, o mais complicado é a falta que nos faz o sorriso de uma criança alegre e contente por estar ao pé de nós.

Mas o pior é ter de fazer de conta quando o vou deixar no infantário, tentar minimizar o acontecimento perante as lágrimas dele e a dizer que não quer ir, que quer atirar pedras, ou passear comigo, ou aquilo que lhe vem a memoria de uma criança de 2 anos.

Pensar o pior, nunca pensamos, pois apesar de estar contra a minha vontade num infantário que nem sempre cumpre regras e que só à 2 semanas conseguiu alvará e no entanto labora a uns 5 anos. Devo dizer que a minha única certeza é ter garantido alguma confiança durante esta minha batalha em algumas pessoas de lá, mas coração que ama nunca descansa.

Mas diga-se a bom Dom da verdade, esta sempre melhor no infantário de que com a mãe, que continua a fazer das suas  e envolve a outra filha dela nas confusões dela. Sim, ela tem uma outra filha de um relacionamento anterior.

E como eu as vezes penso que a posição dele, é a melhor, ele ficou cheio, ficou simplesmente cheio, pura e simplesmente!!!!

Ficou farto de ter que a ouvir a implicar com tudo e por nada, ficou farto de a ter de convencer a poder ficar com a filha, ela não permitia mais que um dia era ir buscar no sábado e entregar no domingo, quando a conseguia convencer a levar a menina de férias, sempre pouco tempo.

Ele cansou, ele descalçou as luvas e disse desisto, revoltado, e triste, certo, mas de que vale a pena gritar???

Eu ajudei a criar aquela linda menina, e sempre que ela me via, atirava-se ao meu pescoço e abraçava-me e cobria-me de beijos, agora só a posso ouvir a chorar, fechada numa divisão da casa a chamar por mim, pois a mãe não a deixa vir ter comigo.

É fácil de perceber porque, para a menina não me contar coisas, para não falar comigo e não ficar a saber de determinadas coisas. A culpa quando é muita até os filhos ela envolve.

Li ontem, num blog (que aguardo, autorização,para colocar aqui), de outra desistência, de um homem que lutou pelo filho, que fez tudo, e que perdeu empregos e saúde, para poder ter o filho, mudou métodos e acções, só não mudou cabeças de pessoas retrógradas. O resultado foi desastroso, o menino morreu!!

E agora, a quem ele pede responsabilidades, a quem ele dá descanso a sua alma, sabendo que pode colocar um ponto final?

É que depois todos os que se envolveram, não aceitam responsabilidades.

Mas eu vou pedi-las se algo acontecer e por nome, individualmente a todos os que estão envolvidos, e a justiça será feita de uma forma ou de outra.

As saudades, são muitas, filho, vamos atirar pedras???

No nosso rio da saudade