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Filhos do Divorcio


O divórcio dos pais transforma completamente a vida dos seus filhos, e esta transformação procede-se com uma grande dor: perdem a intimidade quotidiana com um dos seus pais, altera-se o conceito de família e sentem-se basicamente abandonados. Os impactos podem ser muito diferentes, segundo o sexo e a idade dos filhos no momento em que se dá a separação, porém também existe elementos em comum na experiência de todas as crianças que tenham atravessado esta crise.

A experiência do divórcio traz novos elementos à identidade da criança, modificando-a. Os filhos de famílias divorciadas partilham de atitudes, sentimentos e ilusões, e consideram-se membros de um grupo especial. O facto de serem filhos de pais divorciados faz com que padeçam de uma identidade fixa, que define a sua personalidade e afecta profundamente as suas relações presentes e futuras. Sentem que o processo de crescimento é mais difícil, e de facto o é, porque o divórcio provoca traumas. Ao longo dos anos, vivem perante sentimentos de perda, tristeza e ansiedade, sentem-se menos protegidos, menos cuidados e consolados.

Compartilham de valores mais conservadores dos seus pais respeitantes ao matrimónio: desejam um matrimónio estável, um amor romântico, duradouro e leal, mas com a sensação de que há poucas probabilidades de acontecer. Crêem que é necessário evitar matrimónios impulsivos, e que a convivência experimental é boa para uma relação. Anseiam estabelecer relações duradouras e preocupam-se não o conseguir.

A primeira reacção dos filhos frente ao divórcio é o temor, uma profunda sensação de perda e tanto podem chorar por um pai afectuoso como por um pai indiferente. Também se preocupam com o bem-estar dos seus pais, estranham que o pai/mãe se tenha ido embora e temem não voltar a vê-lo. A qualquer idade sentem-se recalcados. Quando um pai abandona o outro, as crianças interpretam-no como se tivessem elas mesmas a serem abandonadas. Sentem que a sua opinião não conta e sentem impotência frente a sua incapacidade para interferir num acontecimento tão importante nas suas vidas.

Algumas condutas a seguir pelos pais divorciados
Todos estes problemas anteriormente descritos podem ser evitados se os pais adoptarem uma atitude adequada, no momento da crise e depois dela. Alguns pontos a seguir:

  • Ajudar os seus filhos quando a separação está iminente, preparando-os para o que está para vir. Ser cuidadoso com o que lhes diz e como o diz, porque tudo o que lhes dirá será recordado por muito tempo. Não se pode evitar que sofram mas existem muitas formas de diminuir esse sofrimento;
  • Comunicarem juntos (pai e mãe) a decisão do divórcio. Desta forma, transmitem uma decisão conjunta, madura e racional;
  • Falar com todos os filhos ao mesmo tempo porque podem ajudar-se entre si. Se existirem diferenças de idades muito acentuadas, num segundo momento poderá falar com cada um em separado, adequando o discurso a cada idade;
  • Devem inteirar-se que a decisão de divórcio está firmemente tomada e com antecipação, revelar o dia em que o pai/mãe se vai mudar;
  • Explicar a situação de forma clara. Os filhos precisam de entender que se trata de um divórcio. No caso de adolescentes, convêm explicar-lhes todo o processo legal e as decisões que será necessário tomar;
  • Explicar-lhes as razões do divórcio, sem entrar em detalhes como infidelidades e problemas sexuais;
  • Exprimir a tristeza que gera o divórcio dos pais, porque isto lhes permite exprimir os seus próprios sentimentos;
  • Dizer-lhes que eles não são responsáveis pela separação e que não está em suas mãos recompor a relação;
  • Dizer-lhes que sabem que vão sofrer e que lamentam causar-lhes este sofrimento;
  • Dizer-lhes que foram um dos maiores prazeres do matrimónio e que no passado existiu muito amor nele;
  • Antecipar situações previsíveis dentro do possível;
  • Dizer-lhes que devem ser valentes e que esta crise deverá ser ultrapassada por toda a família;
  • Deixá-los participar com opiniões sobre as decisões a tomar, no entanto não serão eles a decidir;
  • Dizer-lhes que todos deverão esforçar-se para manter a importante relação entre pais e filhos;
  • Dizer-lhes que têm o direito de amar ambos os pais da mesma forma, reforçando que o divórcio é um problema entre adultos.

A tradição já não é o que era e as alterações que a sociedade vai sofrendo revelam-se também na constituição das famílias. As crianças filhas de pais separados deixaram de ser apontadas, tudo porque deixaram de ser “raras”. Hoje as famílias mono parentais representam uma faixa importante da população e uma em cada quatro crianças é filha de pais separados. Um número que podemos considerar fictício pois não contempla nenhuma união não civil. A questão é: quais as repercussões de tais mudanças?
Por um lado estas metamorfoses vêm criar a necessidade de compensação parental, o que favorece um crescimento infantil num registo perfeitamente omnipotente. Situações de divórcio provocam nos pais sentimentos de culpa que despoletam a compensação material. Ou seja, perante uma evidente falha cometida pelos progenitores, no que se refere ao desmembramento da família, os pais tentam consertar esse “erro” com outro.
A criança percebe e manipula de modo a atingir os seus mais breves caprichos. Sabe-se que a falta de coerência (inconstância de critérios); a falta de consistência (força infantil sobre a fraqueza parental, ainda que agora digam “não” perante a insistência da criança acabam por dizer “sim”) e a falta de continuidades parentais (ausência de postura educativa, que passa por períodos de firmeza intercalados com outros de permissividade) são propriedades fundamentais ao registo de patologia infantil. Com a desculpa de “para que não fiquem traumatizados” é-lhes cedido, permitido e oferecido tudo. A demissão dos pais enquanto educadores, optando pelo facilitismo, o que de alguma forma lhes diminui a culpa, pode repercutir-se num egocentrismo infantil, que gera uma espécie de pequenos ditadores sem regras, que não têm noção dos limites, e que os pais dizem não ter mão.
Por outro lado a dificuldade dos adultos em aceitar um processo de separação pode fazer com que a criança passe a ser um joguete no meio da guerra que se cria. Provavelmente o mais doloroso para os filhos de um divórcio será terem de desistir de um dos pais dentro do seu coração e abdicar de uma parte de si mesmos. Nas lutas entre ex-cônjuges é frequente a utilização e manipulação da criança para magoar o outro. Trata-se da Síndrome de Alienação Parental (S.A.P.) e é um transtorno pelo qual um progenitor transforma a consciência do seu filho, mediante vários ardis, com objectivo de impedir, ocultar e destruir os vínculos existentes com o outro progenitor, levando-o a ter apenas sentimentos negativos para com ele.
Esta síndrome surge principalmente no contexto da disputa da guarda e custódia das crianças e o seu promotor ou agente, o progenitor alienador, na maior parte dos casos, é o que tem a seu cargo a custódia legal dos filhos. Os estratagemas consistem em tentativas de minimizar o contacto com o outro, impedindo o contacto telefónico ou físico, na expectativa que a criança se desiluda, fique magoada e pense que o progenitor alienado não se preocupa com ela.
Estas lavagens cerebrais pautadas por campanhas anti-ex-cônjuge fomentam o desprezo e ódio da criança por um dos pais e, pelo outro lado, o medo de perda e dependência psicológica. Este tipo de posturas educativas: quer a compensação parental quer o S.A.P., provocam inúmeros transtornos e sequelas nas crianças. É importante reflectir e perceber que a vinda de um filho tem que ser associada a um projecto parental educativo e que este novo ser é alguém muito importante e independente dos pais, que por eles deve ser encaminhado e amado e nunca utilizado em benefício próprio. Como diria Pedro Strecht um dos papéis mais importantes dos pais é o de ajudarem os filhos a crescer, mas para isso é preciso saber ser crescido.
Para terminar, pode-se concluir que são dois os objectivos que os adultos deverão alcançar após um divórcio. O primeiro é a reconstrução das suas vidas pessoais, e o segundo ajudar os filhos a superar o fracasso do matrimónio e dos anos posteriores ao divórcio. Os filhos também deverão alcançar dois objectivos. Em primeiro lugar, devem reconhecer a realidade da separação e aceitá-la, para poder continuar a crescer familiar e individualmente. Em segundo lugar, acreditar no amor e aceitar a ideia positiva de que podem amar e ser amados.

 

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As Instituições de Ensino


Coloco aqui hoje um comunicado efectuado pela Associação para a igualdade Parental e Direito dos Filhos, que nos leva a pensar que até as instituições por desrespeito ou desconhecimento da lei, quase que não comunicam aos pais “ausentes” as questões de maior importancia aos pais que são proibidos pelas mães que efectuam SAP da vida cotiadiana dos seus filhos.

 

COMUNICADO ÀS INSTITUIÇÕES DE ENSINO
O arranque do ano lectivo marca o início de mais uma etapa fundamental na vida de educadores/professores, crianças e pais. Para os educadores/professores as novas responsabilidades são muitas e esta é uma altura de particular exigência. Para as crianças é
a excitação de (re)encontrar os amigos, de novas aprendizagens e experiências. Para os pais é a preocupação com a (re)entrada na escola dos filhos – porque a escola é o local por excelência onde estes se formarão sócio, cultural e civicamente.
Por este motivo, e porque as crianças são “o melhor do mundo” e a essência de todas as nossas preocupações, gostaríamos de partilhar convosco uma realidade com a qual nos deparamos, infelizmente, demasiadas vezes: as crianças filhas de pais separados/divorciados. Sabendo que a separação/divórcio é sempre um momento doloroso pelo qual o casal (que só se desfaz conjugalmente, mantendo-se sempre como casal parental) e os filhos passam, e que muitas vezes esse momento se transforma num processo lento e onde surgem conflitos infundados, as crianças são, invariavelmente, as maiores (se não mesmo as únicas) vítimas de discórdias que na realidade lhes deveriam ser alheias.
Neste sentido, e dada a extrema importância da escola (independentemente de serem de ensino público ou privado, confessionais ou laicas e dos seus graus de ensino) e dos seus interlocutores na vida de cada criança, vimos por este meio tentar esclarecer algumas das
dúvidas mais frequentes que surgem nestas situações e que nos têm sido dirigidas regularmente.
Legalmente, as Responsabilidades Parentais podem ser exercidas em conjunto (por ambos os progenitores) ou individualmente (só por um deles), mediante Acordo estabelecido entre estes ou decisão do Tribunal de Menores.
Contudo, independentemente do Acordo existente e de quem representa a figura do Encarregado de Educação, que será sempre designado no início de cada ano lectivo, ambos os pais têm o direito e o dever de participar activamente na vida dos filhos, acompanhando-os nas actividades escolares, dirigindo-se às escolas, solicitando e recebendo informações relativas aos seus filhos e, mesmo que estas já tenham sido transmitidas ao Encarregado de Educação, as escolas devem prestar todas as informações solicitadas pelos pais (salvo impedimento judicial).
Por outro lado, muitas vezes às crianças é impedido o contacto com um dos pais, e são dadas instruções, pelo progenitor residente ou que tem a guarda, às escolas no sentido de estas não permitirem o contacto entre as crianças e o progenitor não residente.
Compreendemos que a escola não é certamente o local ideal para o exercício do direito de visita, que é um direito do progenitor não residente e das crianças, no entanto torna-se muitas vezes no único local possível, sendo que as escolas não podem impedi-lo ou restringi-lo.
Às escolas, seus educadores/professores e restantes interlocutores solicita-se então que adotem uma atitude de mediação de conflitos, não tomando posições por um ou outro pai, evitando dessa forma mais conflitos e zelando pelo real direito das crianças em conviverem
com ambos os pais e famílias alargadas.
Encontramo-nos a vossa inteira disposição para qualquer esclarecimento adicional, contacto ou parceria sobre o assunto supra desenvolvido.
Bem-haja pela atenção dispensada a esta temática.
Com os votos dos maiores sucessos neste ano lectivo, os nossos mais cordiais
cumprimentos,
A Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Defesa dos Direitos dos Filhos
28 de Setembro de 2011


1. Raízes Culturais – O problema dos pais e o problema dos filhos tem raízes culturais. O mundo muda rapidamente propagando a anti-cultura, o anti-herói… É preciso refletir, questionar, antes de tomar qualquer posição. É preciso lembrar que princípios de integridade moral e ética são imutáveis. O respeito, a compreensão e o amor devem nortear nosso relacionamento com o mundo.
2. Os pais também são gente – Os pais são humanos e são apenas pais. Não são super-heróis nem se tornam perfeitos ao se tornarem pais. Devem assumir tranqüilamente suas limitações, suas fraquezas, conscientes de que, em sua função de pais, com sua experiência, vivência e amor por seus filhos, são insubstituíveis.
3. Os recursos são limitados – Avalie e conheça seus próprios limites físicos, emocionais e econômicos. Aprenda a dizer não. Ensine o respeito aos próprios limites. O amor, a maturidade e a disposição dos pais vence a rebeldia dos filhos. Lembre-se que educar bem os filhos é tirar de dentro deles o melhor que têm a oferecer. É fazê-los entender deveres e responsabilidades, levando em conta que eles aprendem facilmente a obter direitos e vantagens.
4. Pais e filhos não são iguais – Os pais precisam ser pais para que os filhos possam ser filhos. Pai é guia, orientador, legislador: deve conduzir o filho, criando regras, que sejam respeitadas e que vão prepará-lo para enfrentar o mundo. Não estamos pregando o autoritarismo. Falamos de autoridade de adultos coerentes, competentes, que querem o melhor para o desenvolvimento completo da personalidade do filho. Estamos tratando da disciplina ministrada por pais que dirigem o lar com firmeza e sabedoria, buscando proteger e orientar o filho, alicerçados em valores éticos e morais nos quais acreditam.
5. Culpa – A culpa torna as pessoas indefesas, paralisa e impede toda forma de ação. Para resolver um problema, uma situação inaceitável, é preciso libertar-se de qualquer tipo de emoção negativa. Fazendo sua parte do modo mais completo possível, consciente de ter cumprido o seu papel… E sem nenhum sentimento de culpa, auto-piedade ou raiva estar livre para agir e deixar os filhos sofrerem as conseqüências de seu próprio comportamento.
6. Comportamento – O comportamento dos filhos afeta os pais e o comportamento dos pais afeta os filhos. Existem muitos instrumentos de destruição que são usados pelos pais: indignação expressa em voz estridente, as acusações irresponsáveis, repreensões, lágrimas, histeria, orgulho, todas armas mortíferas que matam o amor e o respeito, destruindo também, quem as utiliza. É preciso manter-se equilibrado, ser sóbrio para exigir sobriedade e, assim, como dono de sua casa, conduzir sua própria família no rumo certo.
7. Tomada de Atitude – Na educação dos filhos, sabe-se o quanto é prejudicial tomar atitudes sem firmeza e perseverança. É dever dos pais agir prontamente ao tomar conhecimento do comportamento inadequado do filho. Corrigi-lo segundo a maior ou menor gravidade da situação; assumindo posições claras e bem definidas. Caminhe junto, acredite, fortaleça e anime seu filho, mas sobretudo, busque uma nova qualidade de vida.
8. A Crise – Assumir posições, fechar questão, acarreta crise que, se bem administrada, gera a mudança necessária. É preciso ter coragem e disposição para mudar e ser capaz de amar seus filhos de modo a fazer o que precisa ser feito sem pena deles ou de si próprio. Pais: definam seu alvo, fixem prioridades, formulem um plano de ação e o executem. Administrem a crise sem medo, controlando cada regra, cada limite estabelecido, fazendo sua parte para solucionar o problema. Por causa disso, ou apesar disso, sejam felizes! Vivam e deixem seu filho viver experimentando as conseqüências do que faz.
9. Grupo de Apoio – Sozinhos, sem compartilhar e trocar experiências, os pais se sentem perdidos e amedrontados. Entretanto, unidos e reunidos em grupos encontrarão novos caminhos. O grupo de apoio ajuda a refletir sobre as dificuldades e as limitações de cada um. Oferece diferentes alternativas, e encorajamento através do generoso relato da experiência de cada membro. Os participantes elevam-se além dos seus próprios problemas para ajudar o outro e, consequentemente, todos saem do grupo com novas esperanças.
10. Cooperação – A essência da família repousa na cooperação. Poupar e impedir o filho dessa participação é erro freqüente nas famílias. A cooperação aumenta a auto-estima e a noção do dever. É da cooperação que nasce a afetividade entre os membros da família, e é o germem da cidadania. Os Pais devem despertar nos filhos a responsabilidade por cada pessoa de seu grupo familiar e social. Assim sendo, os filhos só terão direitos a reivindicar quando, com postura madura e séria, se tornam membros cooperadores do grupo familiar.
11. Exigência e Disciplina – Aquilo que não se aprende em casa, a vida ensina a duras penas. Duras para os pais e para os filhos. Devemos ordenar e organizar com verdadeira disciplina o rumo que queremos dar à nossa vida e à vida da família, começando por pequenas coisas para chegar às grandes mudanças. Seu filho não pediu para nascer, mas você também não pediu para que ele fosse como é; vocês foram colocados um na vida do outro e têm – cada qual a seu modo – direitos e deveres. Não tem, no entanto, o direito de se destruirem mutuamente. O amor-exigente não expulsa os filhos de casa. A proposta não é essa. A escolha é opção do próprio filho. Depois de ter tentado tudo para controlar o comportamento inadequado do filho, chegando ao limite máximo dos pais ou da família, ao não querer adequar-se, ele mesmo estará escolhendo deixar a casa e viver por sua própria conta e risco.
12. O Amor – Este é o nosso princípio básico. E deve estar sempre intimamente ligado a todos os outros. No Amor-Exigente, amar é um grande desafio. É uma decisão! Deixa de ser um sentimento para ser uma opção de vida: Amar é ajudar o outro a ser a pessoa certa para ele mesmo e para o mundo onde for viver. É um amor aberto, traduzido em gestos e atitudes de querer o bem do outro. O verdadeiro amor tem compromisso com valores maiores do que a satisfação dos desejos.

Regras


Hoje, enquanto me preparava, para ir buscar o meu filho e em conversa com a minha advogada, aguardando pelas indicações e processos, para se ela cumprisse o que tinha dito, acerca de não deixar vir o meu filho hoje.

A minha advogada disse-me algo que me deixou um pouco perplexo e sem grande reacção, pois e como a parte, eu fiquei fã, da minha advogada, por ela ter sido a única dos que consultei, e talvez (por ter me sido passada, por um dos meus advogados que tem tratado de todo este processo e é pai de um menino do infantário do meu filho). Que me disse o quanto ela preferia estar a defender a mãe do que me defender a mim, diga-se que é este o espírito dos advogados que faz com muita coisa não seja alterada, mas não pela culpa deles e talvez não pela culpa dos juízes, mas pelas leis, mal feitas e colocadas por pessoas sem conhecimento de causa, e sem vontade de alterar algo que existe desde os primórdios.

Mas o que foi que ela me disse, questionam vocês? Bem, que eu jogo pelas regras, e pelo que esta escrito, que se ela não me o deixasse trazer, que fizesse de conta e que quando ficasse com ele, só o entregasse quando me apetecesse.

Bem,eu que por vezes até contorno os regulamentos ou regras, ouvir isso, foi de ficar espantado. Mas o meu filho, é algo que para mim, é intocável, não é uma fonte de munições, que ataque alguém, não lutei para que as coisas fossem escritas em tribunal e que o meu filho estivesse comigo em toda a sua vontade, para que agora abrisse um precedente, estranho, e não a fizesse  cumprir com o que esta estipulado, nem que fosse pela força das forças de segurança.

Ainda devo ser dos únicos neste país, que acredita, no poder legal, que apesar de reconhecer, defeitos e faltas de vontade em mudarem algumas leis, protegendo algumas pessoas e que este pais encrava sempre no mesmo sitio, também reconheço que talvez nem sempre a culpa seja dos juízes, advogados ou das leis, mas sim do poder politico que pouco ou nada faz a não ser esbanjar dinheiro dos contribuintes em obras megalómanas e que não tem grande sentido.

Reconheço que algumas leis de igualdade, são fogo de vista e que as fronteiras deveriam ser controladas, mas vendo bem, não há nenhum sistema perfeito, mas que poderia ser melhor, podia, estamos no fundo numa mini republica das bananas, à beira mar plantados, e que poucos são aqueles na esfera internacional que nos querem mal, talvez com a excepção dos bancos americanos que exploram a nossa fraqueza momentânea econômica para nos atacar.

E isso faz de nós pequenos e de mais parecidos com aqueles agricultores do interior dos anos 60, que propriamente cidadãos da Europa.

E se fizesse o que ela me proponha abria um precedente único que me poderia ela efectuar uma guerra sem precedentes com o meu filho, voltando a esconde-lo e a não o deixar vir. E esse precedente não a deixo abrir, pois pode custar mais ao meu filho que a qualquer um de nós, e isso não permito.

Mas um dia filho, tudo vai mudar, um dia filho estaremos sempre juntos, um dia filho…um dia….


Texto: Pedro Justino Alves
«Só Amor não Basta? – Educar até aos 6 anos, um Guia para Pais», escrito por Paulo Sargento e editado pela Planeta, apresenta, além da teoria, inúmeros casos reais da vasta experiência do autor, o que torna esta obra obrigatória para qualquer casal, que certamente vai encontrar soluções para problemas que está a viver na complicada, mas deliciosa, arte de educar uma criança.

«Antigamente dizia-se que um homem só se realizaria quando tivesse um filho, plantasse uma árvore e escrevesse um livro. Hoje, escrevemos um livro, plantamos uma árvore e, só depois, temos um filho. Esta é a nossa pior falha», acredita Paulo Sargento, que defende no entanto que «ser pai ou mãe é das coisas mais bonitas que nos podem acontecer». O seu livro procura auxiliar nessa difícil tarefa, numa linguagem muito acessível, sem grandes floreados teóricos e cansativos, o que torna a sua leitura bastante agradável.

Em concreto, o que pretendeu transmitir com «Só Amor não Basta? – Educar até aos 6 anos, um Guia para Pais»? 
Ao escrever este livro tive como objectivo fundamental partilhar com pais e educadores o que estes partilharam comigo durante 20 anos: preocupações e angústias, mas, também, satisfações e alegrias. No fundo, trata-se de uma exposição coloquial sobre como se constroem as competências parentais. Dito de uma forma mais simples: afinal, ser pai ou mãe não só não é assim tão difícil como, também, é das coisas mais bonitas que nos podem acontecer!

Na nossa sociedade, cada vez mais o papel da educação é transferido dos pais para a escola, muitas vezes devido as exigências diárias. Acredita que os pais têm consciência dessa mudança de papel? E, se têm, procuram travar essa transferência ou, pelo contrário, se acomodam? 
A educação é um terreno de partilha com diversos actores (família, amigos, escola, etc.). Às vezes pensamos que o tempo é a condição necessária para educar. Assim, como as nossas crianças passam, efectivamente, mais tempo na escola e em actividades extra-curriculares, ficamos com a sensação de que não temos tempo para as educar. Nada de mais errado! Ainda que reconheça que as crianças de hoje brincam muito pouco e passam muito tempo na escola, não creio que educar esteja dependente do tempo que passamos com ela. Educar uma criança é um processo de qualidade de contactos e não de quantidade de contactos. Quando o tempo que passamos com alguém é bom, mesmo que seja pouco, tudo corre bem. Depois, é necessário dizer que a escola tem na sua primeira linha ensinar, transmitir conteúdos. A família tem na sua primeira linha educar. Mas quer a escola quer a família podem educar. E educam!

Ao longo dos anos o papel da educação alterou-se em termos sociais. Antigamente, na minha opinião, era muito mais rígida. Como vê a educação em si na sociedade de hoje? Há diferenças gritantes em relação ao passado? 
Sem dúvida. A educação acompanha as mudanças da humanidade, em todos os aspectos. É muito sensível às transformações sociais, ecológicas, económicas, políticas. Contudo, o essencial para educar tem-se mantido inalterável: o amor! É por isso que digo que, apesar de só o amor não bastar, tudo o resto é perfeitamente inútil se ele não existir. O que faz mudar a educação são as formas culturalmente induzidas, mas em toda a vida da humanidade existiu amor. Por isso, em toda a existência humana houve boa educação, ainda que com recurso a diferentes modos de viver, pensar e agir. O que hoje se nota de substancialmente diferente na educação é que se começa a entender que ser pai ou mãe é sobretudo cuidar e não somente procriar.

Há muitos livros que ajudam os pais a educar os seus filhos, muitas teorias. No entanto, quanto mais ajuda parece termos ao nosso dispor, pior é o cenário. Como explica essa aparente contradição? 
Apesar de existir muita informação sobre parentalidade não quer dizer que seja lida ou que seja assente em princípios baseados em evidência científica. Ideias e opiniões sobre como educar os filhos todos temos. Contudo, para se aconselhar alguém sobre o modo de exercer a sua parentalidade não basta ter-se uma opinião sobre tal. É também necessário que nos socorramos das evidências que a Ciência vai produzindo para construir ajudas e intervenções mais esclarecidas e eficazes. A maior parte das vezes, ler algo sobre parentalidade constitui uma preciosa ajuda para o seu exercício diário. Sabe porquê? Porque quem lê demonstra, desde logo, interesse em saber mais sobre esta tarefa tão importante para a humanidade. Contudo, em alguns casos, é necessário mais do que a leitura. Algumas vezes é necessária ajuda especializada. Mais uma vez, quem a procura demonstra preocupação com esta tarefa e isso é algo de extraordinário.

Acredita que a base da educação, do convívio social, está entre os um e os seis anos, como muitos defendem? 
A Ciência tem-nos demonstrado isso mesmo. A nossa informação genética não se exprime sempre de uma forma directa. Muitas vezes, esta expressão é modificada pela influência de factores externos ao DNA – é o que se designa por Epigenética. Estes factores, que designamos por ambientais (família, amigos, colegas, professores, etc.), parecem ter importâncias diferentes de acordo com as funções e os períodos de vida em que operam. A construção da nossa personalidade, por exemplo, parece ter um período crítico onde a influência do meio próximo (família nuclear) é determinante: os primeiros 5/6 anos de vida. Neste período, grande base do que será a nossa personalidade futura está em jogo através da relação dinâmica entre o que herdámos dos nossos progenitores e o que construímos na relação com o nosso ambiente social.

O seu livro tem partes teóricas, mas principalmente práticas, com inúmeros casos, 37 no total. São nesses casos que os pais e educadores poderão retirar o sumo da sua obra? 
Apesar de não existir nada de mais prático do que uma boa teoria, julgo que os casos que apresento no livro constituem fiéis exemplos ou ilustrações daquilo que apresento em termos teóricos. É como um livro ilustrado. Só que em vez de imagens tem histórias de pessoas como todos nós. O que espero é que, em cada caso apresentado no livro, o leitor possa ver um pouco do seu caso e, com isso, aprender.

Dos vários casos apresentados, há algum que o tenha surpreendido em particular? Se sim, qual e porque? 
Caso 18, da Liliana. É uma ilustração magnífica de como lidar com o ciúme e com o amor de forma positiva e feliz. É uma lição de vida para todos!

Separa o livro por idades. Qual a «passagem» que acredita ser a mais importante nos primeiros seis anos? Porque? 
As diferentes idades não significam, exactamente, diferentes fases de desenvolvimento. Apenas constituem aproximações. Contudo, gostava de chamar a atenção em especial para os dois primeiros anos de vida por neles se concentrarem as bases mais fundamentais da nossa existência futura.

No final apresenta dez dicas, que defende que não são mandamentos. No entanto, algumas deveriam ser. Ou não? E quais destacaria dessas dez dicas? 
De facto, são apenas dicas porque implicam princípios gerais de recomendação e não formas rígidas de comportamento. Contudo, se tivesse de escolher duas dicas e transformá-las em mandamentos seria este:
a) não existe mimo a mais e nunca devemos levar uma palmada pedagógica! Já vi muita gente a queixar-se por falta de mimo, mas nunca ouvi ninguém a queixar-se por ter demasiado mimo. Palmadas são sempre palmadas e nunca são pedagógicas, como qualquer espécie de violência não o é e nem nunca o será. A história da Humanidade mostra-nos isso com clareza.

Da sua vasta experiência, onde estamos a falhar? Ou não estamos?…
As sociedades criaram muitos mitos sobre as dificuldades da parentalidade. Ter filhos era o objectivo principal da generalidade do seres humanos desde a revolução industrial até à primeira metade do séc. XX, inclusivamente viam nisso uma «riqueza». Mas as sociedades pós-modernas inverteram essa tendência. Hoje ter um filho tem uma outra representação. Não é um «princípio» de vida, é um dos «fins» na vida. Convencemo-nos que só estamos prontos para ter um filho quando já realizámos um conjunto de tarefas em que a sobra é, precisamente, ter um filho. Antigamente dizia-se que um homem só se realizaria quando tivesse um filho, plantasse uma árvore e escrevesse um livro. Hoje, escrevemos um livro, plantamos uma árvore e, só depois, temos um filho. Esta é a nossa pior falha!

 

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=523362

 

Quase lá!!


Sabem,penso que todos nós,vamos aguentando (ou pelo menos quero pensar que sim)uns dias melhores outros piores, eu vou tentando, e lutando pelo meu filho,desistir nunca é uma opção, ou tento que ela não a seja. Mas por vezes as forças faltam,e chego por vezes a pensar que agir de outra forma seria melhor. E estou na espectativa apos a ultima “birra” da minha ex,e vou aguentar a pancada, por primeiro ter uma ordem do tribunal a legitimar os meus dias de visita e os meus fins de semana. Mas vou aguardar,pela oposição dela,a uma retirada desse meu privilégio da companhia do meu filho,só porque ela quer ir a um casamento.Mas como tenho essa mesma legitimidade, posso “invadir”  o mesmo dito casamento com a polícia e trazer o meu filho!Mas comeco a pensar se,eu destruir tudo,não é a melhor solução, invadir-lhe o cérebro com enorme violência e acabar com a raça dela?Mas,não seria pior que ela?E quem é que sofria?As crianças que ficavam sem mãe?E quantas,não merecem mais que ela,e nada acontece?Neste pais onde muitos passam impunes e a que a justiça,tarda ou não existe,e num pais em que o pai serve para procriar e pagar as despesas que outros fazem,e nao se pode viver a vontade com os nossos filhos e educa-los como mandam as regras.As vezes essa solução,torna-se atraente e apelativa.
Mas ai,onde ficam efectivamente as crianças,onde fica a nossa honra e dignidade?Mas que muitas vezes,mereciam isso é verdade,e quem sabe não pode mesmo acontecer?Quem sabe,quem sabe.Justiça ainda existe, ou será um momento de loucura?A ver vamos!!!


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O Dia Mundial dos Avós que amanhã, dia 26 de Julho, se celebra um pouco por todo o mundo, vem relembrar-nos a todos a importância da família alargada na estruturação dos afectos na criança e no adolescente e em particular da sua relação com os avós.

O papel dos avós é especial, pela simples razão que só aos avós os pais das crianças e adolescentes reconhecem alguma autoridade para que eles entrem na vida dos seus filhos. E “entrar” na vida dos seus netos significa, para os avós, o estabelecimento de laços afectivos fortes, para além do direito de também acompanhar o seu crescimento e participar nalgumas das actividades do quotidiano, muitas vezes complementando os próprios pais. Não é em vão que, por vezes, se diz que ser avô é “ser pai duas vezes”. Com uma vantagem acrescida: o conhecimento dos avós, está moldado pelo que a vida lhes ensinou e que o tempo ajudou a esculpir e que eles, na sua sabedoria, transmitem aos netos com uma simplicidade carinhosa.

Os avós constituem o retrato da família alargada, do grupo, onde a criança progressivamente é integrada de forma afectivamente securizante. Os avós, preenchem também esse espaço afectivo, de autoridade e responsabilidade, que predominantemente deve ser naturalmente assegurado pelos pais.

Com os avós, a criança e mais tarde o adolescente, conhecem parte do seu próprio passado; aprendem o respeito carinhoso pelos mais velhos ou alargam o seu conhecimento temporal porque no seu espaço afectivo se cruzam e partilham saberes e valores de diferentes gerações: a sua própria geração, a dos seus pais e a dos seus avós.

A Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Defesa dos Direitos dos Filhos, associa-se à comemoração do Dia Mundial dos Avós, felicitando todos aqueles que neste dia podem estar juntos com os seus netos e que com eles têm uma relação próxima.

Todavia, a Associação recorda também que nos casos de separação e divórcio existem pais e mães que, consoante os casos, afastam (deliberadamente ou pelo silêncio) os seus filhos dos avós maternos ou paternos, “matando simbolicamente” um dos principais vínculos afectivos das crianças e adolescentes e, provavelmente, uma das suas principais referências de vida.

Neste dia, cabe perguntar também se é do “superior interesse da criança” o afastamento dos avós, promovido por um dos progenitores ?

Pais de fim-de-semana e avós de bacalhau (que só se vêm no Natal) têm que acabar para bem das crianças e dos seus familiares!

A Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Defesa dos Direitos dos Filhos já dirigiu o ano passado uma comunicação ao então Ex.mo Sr. Ministro da Justiça para uma mudança significativa nas Políticas de Justiça em matéria de Família, permitindo dotar todos os tribunais dos instrumentos necessários à resolução célere e precoce dos conflitos parentais e principalmente a implementação de uma Política de Justiça preventiva e pedagógica para com os conflitos parentais (como a mediação familiar obrigatória, intervenção terapêutica adequada, as assessorias técnicas ou mesmo uma reforma dos tribunais de família no sentido do Modelo de Cochem).

A APpIPDF chegou a solicitar uma audiência com o Ex.mo Sr. Ministro da Justiça da qual nunca obteve resposta. No entanto, nesse dia realizou-se uma iniciativa de pais, mães e avós junto ao Ministério da Justiça, permitindo uma “conversa informal” com o Ex.mo Sr. Secretario de Estado José Magalhães.

A APpIPDF tem como objectivo, nesta legislatura que agora se iniciou, levar estas e outras preocupações, bem como a exigência de mudanças institucionais, a todos os órgãos de Poder e em particular aqueles que têm uma responsabilidade directa nestas matérias.
O Paternidade Justiça,este ano,alia-se as actividades,de uma forma de momento não oficial,pois o processo de associativismo, só agora deu entrada, nas instituições,respectivas. Esperemos que para o ano,tudo esteja legalizado.

Erros


Todos nós cometemos erros, isso é certo, e dai? Bem é que os erros servem no caso, para acumular, é que num processo de regularização paternal, não basta só as palavras e testemunhas, principalmente quando é contra a mãe, é necessário também provas factuais, como me disse uma vez um advogado pertencente à APPACDM, “se vamos para tribunal atirar folhas de papel, toda a gente se desvia, mas se deixarmos acumular, e depois atirarmos com um livro, já é mais complicado, pois já tem um certo peso…”

E agora tem sido todas as quarta-feiras (deve ser praxe), ela querer cometer erros, atrás de erros e vir com ameaças, para além de bulling, ou pressão psicológica, eu tive a sorte de ter conseguido audiência a um ano em tribunal e pré-regulamentar o meu caso, o que faz que alguma da pressão que ela me fazia, na pratica seja anulada, pois existe algo determinado pelo tribunal que a limita nas acções de pressão, como costumava a fazer-me, escondendo-me o filho e limitando todos os contactos com ele, só para me provocar ou chantagear a fazer o que ela queria.

No caso de ontem, não era por a minha ex-companheira ir a um casamento com o “amigo” dela, mas sim por ser o meu fim de semana, por implorar, para passar a véspera de Natal, ou o dia de Natal e me ser recusado, só porque ela queria ficar com a passagem de ano livre afim de ir passear, por lhe pedir com meses de antecedência para ficar com o meu filho nas férias e levar com um não na cara, por pedir para o levar ao medico e dizer-me que uma cabeleireira sabe mais de problemas de pele atópica que um dermatologista.

O meu filho, não é um inconveniente, é uma criança que foi colocada no mundo pelos 2 e que merece todo o amor e carinho, atenção e disponibilidade, não um inconveniente que serve de arma de arremesso, e de moeda de troca para a satisfazer os caprichos dela. O meu filho ontem vinha com cabeça feita contra mim, mas para já vou conseguindo contornar a situação e não dar ênfase a questão e brincar com ele e lentamente, mostrar-lhe o quanto estou do lado dele e gosto dele, para já! E reparo que a cabeça dele fica, a pensar o normal em todas as crianças, porque o meu pai não entra em casa da mãe? Porquê não podemos ir passear todos, ele ontem pediu, para o levar a praia e a mãe, e a irmã e com os avos, claro que a resposta não pode ser não, tem de ser contornada a situação com um talvez, um dia, pois não posso lhe mentir, dizendo algo que depois o possa desiludir, tem sempre de tudo ser bem contornado para não colocar ninguém em cheque, para ele perceber as diferenças de postura.

Ele pede para eu entrar, pois entende que ali é o meu lugar, e não qualquer outro individuo, mas já não é o meu lugar, há muito que me libertei da má influencia da mãe que um dia já morou no meu coração, mas todos cometemos erros, não somos maquinas, somos pessoas com defeitos e virtudes.

Não quero guerras, e não as provoco, mas não sou deus para dar a outra face, tenho de delinear uma fronteira, entre o que pode e o que não pode ser feito, não posso ceder, quando não me cedem nada, só o que convém a outros, a mim também não me convém muita coisa na vida, mas aguento e luto, por um dia… quem sabe um dia…podermos estar juntos filho… um dia…

O Inicio


Como todos os inicios, este é o meu primeiro Blog.

Este blog, dirige-se a todos os pais (e mães) que lutam pelos seus filhos, e que as minhas dificuldades e desmoralizações e motivações, sejam uma fonte de inspiração e de força, para todos.

Gostava de conhecer e ouvir todas as vozes, sejam elas contra ou a favor e de entender o porquê!

Nós homens, somos tão responsaveis e se calhar em muitas ocasiões melhores a cuidar dos nossos filhos que as mulheres, mas aparentemente o que os legisladores, apregoam e fazem de estandarte, em que as guardas são partilhadas, são ilusões ao estilo David Coperffield.

Vou ao longo do decorrer do tempo explicar, a situação e quem sabe no prelongar do tempo, descobrir nas vossas opiniões se afinal vale a pena ser D. Quixote e lutar pela grande razão da vida que são os nossos filhos.