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Dia do Pai


O dia do Pai,deveria ser um dia que todos os Pais passassem com os seus filhos.mas há muitos que não podem por diversas razões,e é por esses que lutaremos sempre.

Feliz Dia do Pai!!!!!

O Dia do Pai é uma celebração anual que visa homenagear os pais.

O Dia do Pai em Portugal é comemorado no dia 19 de Março. Celebra-se no dia de São José, santo popular da igreja católica. São José foi marido de Maria, mãe de Jesus Cristo.

A tradição manda que seja entregue uma prenda ao pai para homenagear o pai. As crianças costumam oferecer prendas simbólicas como trabalhos manuais, músicas e poemas que fazem na escola. A família costuma reunir-se, muitas vezes com pais, tios e avós presentes, de forma a homenagear os pais da família.

A celebração da data varia de país para país. Além de Portugal, também celebram o Dia do Pai no dia 19 de março Espanha, Itália, Andorra, Bolívia, Honduras e Liechstenstein.

Origem do Dia do Pai

Existem duas histórias sobre a origem do Dia do Pai:

1. A instauração do Dia do Pai teve origem nos Estados Unidos da América, em 1909. Sonora Luise, filha de um militar resolveu criar o Dia dos Pais motivada pela admiração que sentia pelo seu pai, William Jackson Smart. A festa foi ficando conhecida em todo o país e em 1972, o presidente americano Richard Nixon oficializou o Dia dos Pais.

2. Na Babilónia, em 2000 A.C. um jovem rapaz de nome Elmesu escreveu numa placa de argila uma mensagem para o seu pai, desejando saúde, felicidade e muitos anos de vida ao seu pai.


1. Raízes Culturais – O problema dos pais e o problema dos filhos tem raízes culturais. O mundo muda rapidamente propagando a anti-cultura, o anti-herói… É preciso refletir, questionar, antes de tomar qualquer posição. É preciso lembrar que princípios de integridade moral e ética são imutáveis. O respeito, a compreensão e o amor devem nortear nosso relacionamento com o mundo.
2. Os pais também são gente – Os pais são humanos e são apenas pais. Não são super-heróis nem se tornam perfeitos ao se tornarem pais. Devem assumir tranqüilamente suas limitações, suas fraquezas, conscientes de que, em sua função de pais, com sua experiência, vivência e amor por seus filhos, são insubstituíveis.
3. Os recursos são limitados – Avalie e conheça seus próprios limites físicos, emocionais e econômicos. Aprenda a dizer não. Ensine o respeito aos próprios limites. O amor, a maturidade e a disposição dos pais vence a rebeldia dos filhos. Lembre-se que educar bem os filhos é tirar de dentro deles o melhor que têm a oferecer. É fazê-los entender deveres e responsabilidades, levando em conta que eles aprendem facilmente a obter direitos e vantagens.
4. Pais e filhos não são iguais – Os pais precisam ser pais para que os filhos possam ser filhos. Pai é guia, orientador, legislador: deve conduzir o filho, criando regras, que sejam respeitadas e que vão prepará-lo para enfrentar o mundo. Não estamos pregando o autoritarismo. Falamos de autoridade de adultos coerentes, competentes, que querem o melhor para o desenvolvimento completo da personalidade do filho. Estamos tratando da disciplina ministrada por pais que dirigem o lar com firmeza e sabedoria, buscando proteger e orientar o filho, alicerçados em valores éticos e morais nos quais acreditam.
5. Culpa – A culpa torna as pessoas indefesas, paralisa e impede toda forma de ação. Para resolver um problema, uma situação inaceitável, é preciso libertar-se de qualquer tipo de emoção negativa. Fazendo sua parte do modo mais completo possível, consciente de ter cumprido o seu papel… E sem nenhum sentimento de culpa, auto-piedade ou raiva estar livre para agir e deixar os filhos sofrerem as conseqüências de seu próprio comportamento.
6. Comportamento – O comportamento dos filhos afeta os pais e o comportamento dos pais afeta os filhos. Existem muitos instrumentos de destruição que são usados pelos pais: indignação expressa em voz estridente, as acusações irresponsáveis, repreensões, lágrimas, histeria, orgulho, todas armas mortíferas que matam o amor e o respeito, destruindo também, quem as utiliza. É preciso manter-se equilibrado, ser sóbrio para exigir sobriedade e, assim, como dono de sua casa, conduzir sua própria família no rumo certo.
7. Tomada de Atitude – Na educação dos filhos, sabe-se o quanto é prejudicial tomar atitudes sem firmeza e perseverança. É dever dos pais agir prontamente ao tomar conhecimento do comportamento inadequado do filho. Corrigi-lo segundo a maior ou menor gravidade da situação; assumindo posições claras e bem definidas. Caminhe junto, acredite, fortaleça e anime seu filho, mas sobretudo, busque uma nova qualidade de vida.
8. A Crise – Assumir posições, fechar questão, acarreta crise que, se bem administrada, gera a mudança necessária. É preciso ter coragem e disposição para mudar e ser capaz de amar seus filhos de modo a fazer o que precisa ser feito sem pena deles ou de si próprio. Pais: definam seu alvo, fixem prioridades, formulem um plano de ação e o executem. Administrem a crise sem medo, controlando cada regra, cada limite estabelecido, fazendo sua parte para solucionar o problema. Por causa disso, ou apesar disso, sejam felizes! Vivam e deixem seu filho viver experimentando as conseqüências do que faz.
9. Grupo de Apoio – Sozinhos, sem compartilhar e trocar experiências, os pais se sentem perdidos e amedrontados. Entretanto, unidos e reunidos em grupos encontrarão novos caminhos. O grupo de apoio ajuda a refletir sobre as dificuldades e as limitações de cada um. Oferece diferentes alternativas, e encorajamento através do generoso relato da experiência de cada membro. Os participantes elevam-se além dos seus próprios problemas para ajudar o outro e, consequentemente, todos saem do grupo com novas esperanças.
10. Cooperação – A essência da família repousa na cooperação. Poupar e impedir o filho dessa participação é erro freqüente nas famílias. A cooperação aumenta a auto-estima e a noção do dever. É da cooperação que nasce a afetividade entre os membros da família, e é o germem da cidadania. Os Pais devem despertar nos filhos a responsabilidade por cada pessoa de seu grupo familiar e social. Assim sendo, os filhos só terão direitos a reivindicar quando, com postura madura e séria, se tornam membros cooperadores do grupo familiar.
11. Exigência e Disciplina – Aquilo que não se aprende em casa, a vida ensina a duras penas. Duras para os pais e para os filhos. Devemos ordenar e organizar com verdadeira disciplina o rumo que queremos dar à nossa vida e à vida da família, começando por pequenas coisas para chegar às grandes mudanças. Seu filho não pediu para nascer, mas você também não pediu para que ele fosse como é; vocês foram colocados um na vida do outro e têm – cada qual a seu modo – direitos e deveres. Não tem, no entanto, o direito de se destruirem mutuamente. O amor-exigente não expulsa os filhos de casa. A proposta não é essa. A escolha é opção do próprio filho. Depois de ter tentado tudo para controlar o comportamento inadequado do filho, chegando ao limite máximo dos pais ou da família, ao não querer adequar-se, ele mesmo estará escolhendo deixar a casa e viver por sua própria conta e risco.
12. O Amor – Este é o nosso princípio básico. E deve estar sempre intimamente ligado a todos os outros. No Amor-Exigente, amar é um grande desafio. É uma decisão! Deixa de ser um sentimento para ser uma opção de vida: Amar é ajudar o outro a ser a pessoa certa para ele mesmo e para o mundo onde for viver. É um amor aberto, traduzido em gestos e atitudes de querer o bem do outro. O verdadeiro amor tem compromisso com valores maiores do que a satisfação dos desejos.


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Mais de 68 mil crianças estiveram em perigo e foram acompanhadas pela Comissão de Protecção de Menores em 2010, mas apesar do volume global de processos continuar a aumentar o número de novos casos tem vindo a diminuir.

Os dados constam do Relatório de Avaliação da Actividade das Comissões de Protecção no ano de 2010 que foi apresentado esta segunda-feira em Lisboa.

Segundo o relatório, no ano anterior as Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) acompanharam 68.300 processos (mais 1.404 do que em 2009), que corresponderam a 68.421 crianças, já que por vezes os processos abrangem mais do que uma criança, como nos casos de irmãos.

Do total de processos (68.300) acompanhados em 2010, 34.753 transitaram de anos anteriores, 28.103 foram novos processos instaurados e 5.444 foram processos reabertos.

Ricardo Carvalho, secretário executivo da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR), destacou que o número de entrada de processos novos diminuiu pelo terceiro ano consecutivo, verificando-se em 2010 menos 298 processos instaurados do que no ano anterior.

Em contrapartida, o número de casos transitados de anos anteriores aumentou face a 2009 (mais 337), assim como o número de processos reabertos (mais 1.365).

«Os processos reabertos aumentaram significativamente, mais de 33 por cento», destacou Ricardo Carvalho.

As situações de perigo mais identificadas pelas Comissões foram sobretudo negligência, seguida de exposição a comportamentos desviantes (como violência doméstica) e abandono escolar.

«Os maus-tratos físicos e psicológicos, sendo relevantes, não estão nas principais problemáticas», adiantou.

Assim, entre as situações de perigo identificadas com valores menos representativos estão a prática de crimes, o abandono, o abuso sexual e o uso de estupefacientes.

O relatório destaca, contudo, que nos processos instaurados o número de casos de maus-tratos é superior ao de abandono escolar e o número de abusos sexuais é superior ao de abandono.

O secretário executivo da CNPCJR afirmou que o abandono de crianças pela família aumentou desde há três anos, embora os casos continuem a ser residuais, rondando os 300.

Este relatório traz uma novidade: «Pela primeira vez o número de processos activos no final do ano é inferior ao ano anterior, verificando-se uma diminuição de pendências do ano anterior», sublinha Ricardo Carvalho.

Traduzindo em números, dos 68.300 processos acompanhados em 2010, 35.501 foram arquivados, transitando para 2011 apenas 32.799 (menos 1.954 do que em 2010).

O relatório destaca ainda a predominância da medida de apoio às crianças junto dos pais, seguida de outros familiares, sendo inferior a nove por cento as medidas que implicam separação das crianças do meio familiar e apoio institucional.

Relativamente aos meios técnicos de que dispõe a CNPCJR, o relatório aponta melhorias nas instalações e nos meios informáticos, salientando algumas necessidades ainda por suprir como o número de computadores, para evitar utilização partilhada por diferentes serviços, dado o carácter reservado dos processos.

Armando Leandro, presidente da CNPCJR, aplaude o grande apoio das entidades parceiras que sinalizam as situações de perigo, com os estabelecimentos de ensino à cabeça, seguidos pelas autoridades policiais e pelos estabelecimentos de saúde.

Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=22702


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Pais que desempenham um papel mais activo na vida de seus filhos ficam com um legado mais rico, segundo um grande estudo. Os jovens crescem com os pais se tornarm mais inteligentes e sobem mais alto na escada social do que aqueles cujas mães os criam, pois são deixados para fazer a trazer para cima,sugere, o autor.
Um projeto de 50 anos seguindo 17.000 bebês nascidos na mesma semana descobriram que aqueles cujos pais tomaram um papel mais ativo na leitura e a brincar com eles,vieram a ser mais bem sucedidos na vida mais tarde.
O estudo seguiu com entrevistas posteriores como os sujeitos cresceram para ver se eles tinham os seus próprios filhos e para testar a sua mobilidade social, e examinar se eles tinham feito melhor do que seus pais. Em 2004, mais de 5.700 deles foram entrevistados com 46 anos de idade.
O relatório, de Daniel Nettle do Centro de Comportamento e Evolução da Universidade de Newcastle, encontrou que os pais que passaram um tempo com seus filhos produziram descendentes com um QI mais elevado e maior status social. Embora os pais estavam mais propensos a gastar o tempo com os meninos do que meninas, ambos os sexos beneficiaram igualmente a partir da interação com seus pais. Crianças nascidas de pais mais velhos correm um maior risco de ter autismo, dizem os pesquisadores.
A descoberta informou hoje no British Journal of Psychiatry mostra o risco que aumenta mais de três vezes entre meados dos anos 20 e 30 anos. Cerca de uma em cada 100 crianças é pensado que sejam afetadas e uma das razões pode ser a idade avançada dos pais. Acredita-se que os problemas podem ser erros genéticos insinuando-se a produção de espermatozóides de homens mais velhos. O estudo envolveu 84 crianças japonesas mais velhas e adultos com “funcionamento de alto autismo, o que significava que tinham dificuldades com a socialização, comunicação e comportamento, mas não tinham uma deficiência intelectual.
As idades de seus pais foram comparados com os de 208 adultos que não tinham sido diagnosticados com algum distúrbio psiquiátrico. A análise incidiu sobre os pais, que estavam sob 29, 29-32 e 33 ou mais. O risco de a criança ter autismo de alto funcionamento aumentou 1,8 vezes para cada grau de idade.


Texto: Pedro Justino Alves
«Só Amor não Basta? – Educar até aos 6 anos, um Guia para Pais», escrito por Paulo Sargento e editado pela Planeta, apresenta, além da teoria, inúmeros casos reais da vasta experiência do autor, o que torna esta obra obrigatória para qualquer casal, que certamente vai encontrar soluções para problemas que está a viver na complicada, mas deliciosa, arte de educar uma criança.

«Antigamente dizia-se que um homem só se realizaria quando tivesse um filho, plantasse uma árvore e escrevesse um livro. Hoje, escrevemos um livro, plantamos uma árvore e, só depois, temos um filho. Esta é a nossa pior falha», acredita Paulo Sargento, que defende no entanto que «ser pai ou mãe é das coisas mais bonitas que nos podem acontecer». O seu livro procura auxiliar nessa difícil tarefa, numa linguagem muito acessível, sem grandes floreados teóricos e cansativos, o que torna a sua leitura bastante agradável.

Em concreto, o que pretendeu transmitir com «Só Amor não Basta? – Educar até aos 6 anos, um Guia para Pais»? 
Ao escrever este livro tive como objectivo fundamental partilhar com pais e educadores o que estes partilharam comigo durante 20 anos: preocupações e angústias, mas, também, satisfações e alegrias. No fundo, trata-se de uma exposição coloquial sobre como se constroem as competências parentais. Dito de uma forma mais simples: afinal, ser pai ou mãe não só não é assim tão difícil como, também, é das coisas mais bonitas que nos podem acontecer!

Na nossa sociedade, cada vez mais o papel da educação é transferido dos pais para a escola, muitas vezes devido as exigências diárias. Acredita que os pais têm consciência dessa mudança de papel? E, se têm, procuram travar essa transferência ou, pelo contrário, se acomodam? 
A educação é um terreno de partilha com diversos actores (família, amigos, escola, etc.). Às vezes pensamos que o tempo é a condição necessária para educar. Assim, como as nossas crianças passam, efectivamente, mais tempo na escola e em actividades extra-curriculares, ficamos com a sensação de que não temos tempo para as educar. Nada de mais errado! Ainda que reconheça que as crianças de hoje brincam muito pouco e passam muito tempo na escola, não creio que educar esteja dependente do tempo que passamos com ela. Educar uma criança é um processo de qualidade de contactos e não de quantidade de contactos. Quando o tempo que passamos com alguém é bom, mesmo que seja pouco, tudo corre bem. Depois, é necessário dizer que a escola tem na sua primeira linha ensinar, transmitir conteúdos. A família tem na sua primeira linha educar. Mas quer a escola quer a família podem educar. E educam!

Ao longo dos anos o papel da educação alterou-se em termos sociais. Antigamente, na minha opinião, era muito mais rígida. Como vê a educação em si na sociedade de hoje? Há diferenças gritantes em relação ao passado? 
Sem dúvida. A educação acompanha as mudanças da humanidade, em todos os aspectos. É muito sensível às transformações sociais, ecológicas, económicas, políticas. Contudo, o essencial para educar tem-se mantido inalterável: o amor! É por isso que digo que, apesar de só o amor não bastar, tudo o resto é perfeitamente inútil se ele não existir. O que faz mudar a educação são as formas culturalmente induzidas, mas em toda a vida da humanidade existiu amor. Por isso, em toda a existência humana houve boa educação, ainda que com recurso a diferentes modos de viver, pensar e agir. O que hoje se nota de substancialmente diferente na educação é que se começa a entender que ser pai ou mãe é sobretudo cuidar e não somente procriar.

Há muitos livros que ajudam os pais a educar os seus filhos, muitas teorias. No entanto, quanto mais ajuda parece termos ao nosso dispor, pior é o cenário. Como explica essa aparente contradição? 
Apesar de existir muita informação sobre parentalidade não quer dizer que seja lida ou que seja assente em princípios baseados em evidência científica. Ideias e opiniões sobre como educar os filhos todos temos. Contudo, para se aconselhar alguém sobre o modo de exercer a sua parentalidade não basta ter-se uma opinião sobre tal. É também necessário que nos socorramos das evidências que a Ciência vai produzindo para construir ajudas e intervenções mais esclarecidas e eficazes. A maior parte das vezes, ler algo sobre parentalidade constitui uma preciosa ajuda para o seu exercício diário. Sabe porquê? Porque quem lê demonstra, desde logo, interesse em saber mais sobre esta tarefa tão importante para a humanidade. Contudo, em alguns casos, é necessário mais do que a leitura. Algumas vezes é necessária ajuda especializada. Mais uma vez, quem a procura demonstra preocupação com esta tarefa e isso é algo de extraordinário.

Acredita que a base da educação, do convívio social, está entre os um e os seis anos, como muitos defendem? 
A Ciência tem-nos demonstrado isso mesmo. A nossa informação genética não se exprime sempre de uma forma directa. Muitas vezes, esta expressão é modificada pela influência de factores externos ao DNA – é o que se designa por Epigenética. Estes factores, que designamos por ambientais (família, amigos, colegas, professores, etc.), parecem ter importâncias diferentes de acordo com as funções e os períodos de vida em que operam. A construção da nossa personalidade, por exemplo, parece ter um período crítico onde a influência do meio próximo (família nuclear) é determinante: os primeiros 5/6 anos de vida. Neste período, grande base do que será a nossa personalidade futura está em jogo através da relação dinâmica entre o que herdámos dos nossos progenitores e o que construímos na relação com o nosso ambiente social.

O seu livro tem partes teóricas, mas principalmente práticas, com inúmeros casos, 37 no total. São nesses casos que os pais e educadores poderão retirar o sumo da sua obra? 
Apesar de não existir nada de mais prático do que uma boa teoria, julgo que os casos que apresento no livro constituem fiéis exemplos ou ilustrações daquilo que apresento em termos teóricos. É como um livro ilustrado. Só que em vez de imagens tem histórias de pessoas como todos nós. O que espero é que, em cada caso apresentado no livro, o leitor possa ver um pouco do seu caso e, com isso, aprender.

Dos vários casos apresentados, há algum que o tenha surpreendido em particular? Se sim, qual e porque? 
Caso 18, da Liliana. É uma ilustração magnífica de como lidar com o ciúme e com o amor de forma positiva e feliz. É uma lição de vida para todos!

Separa o livro por idades. Qual a «passagem» que acredita ser a mais importante nos primeiros seis anos? Porque? 
As diferentes idades não significam, exactamente, diferentes fases de desenvolvimento. Apenas constituem aproximações. Contudo, gostava de chamar a atenção em especial para os dois primeiros anos de vida por neles se concentrarem as bases mais fundamentais da nossa existência futura.

No final apresenta dez dicas, que defende que não são mandamentos. No entanto, algumas deveriam ser. Ou não? E quais destacaria dessas dez dicas? 
De facto, são apenas dicas porque implicam princípios gerais de recomendação e não formas rígidas de comportamento. Contudo, se tivesse de escolher duas dicas e transformá-las em mandamentos seria este:
a) não existe mimo a mais e nunca devemos levar uma palmada pedagógica! Já vi muita gente a queixar-se por falta de mimo, mas nunca ouvi ninguém a queixar-se por ter demasiado mimo. Palmadas são sempre palmadas e nunca são pedagógicas, como qualquer espécie de violência não o é e nem nunca o será. A história da Humanidade mostra-nos isso com clareza.

Da sua vasta experiência, onde estamos a falhar? Ou não estamos?…
As sociedades criaram muitos mitos sobre as dificuldades da parentalidade. Ter filhos era o objectivo principal da generalidade do seres humanos desde a revolução industrial até à primeira metade do séc. XX, inclusivamente viam nisso uma «riqueza». Mas as sociedades pós-modernas inverteram essa tendência. Hoje ter um filho tem uma outra representação. Não é um «princípio» de vida, é um dos «fins» na vida. Convencemo-nos que só estamos prontos para ter um filho quando já realizámos um conjunto de tarefas em que a sobra é, precisamente, ter um filho. Antigamente dizia-se que um homem só se realizaria quando tivesse um filho, plantasse uma árvore e escrevesse um livro. Hoje, escrevemos um livro, plantamos uma árvore e, só depois, temos um filho. Esta é a nossa pior falha!

 

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=523362

 

Quase lá!!


Sabem,penso que todos nós,vamos aguentando (ou pelo menos quero pensar que sim)uns dias melhores outros piores, eu vou tentando, e lutando pelo meu filho,desistir nunca é uma opção, ou tento que ela não a seja. Mas por vezes as forças faltam,e chego por vezes a pensar que agir de outra forma seria melhor. E estou na espectativa apos a ultima “birra” da minha ex,e vou aguentar a pancada, por primeiro ter uma ordem do tribunal a legitimar os meus dias de visita e os meus fins de semana. Mas vou aguardar,pela oposição dela,a uma retirada desse meu privilégio da companhia do meu filho,só porque ela quer ir a um casamento.Mas como tenho essa mesma legitimidade, posso “invadir”  o mesmo dito casamento com a polícia e trazer o meu filho!Mas comeco a pensar se,eu destruir tudo,não é a melhor solução, invadir-lhe o cérebro com enorme violência e acabar com a raça dela?Mas,não seria pior que ela?E quem é que sofria?As crianças que ficavam sem mãe?E quantas,não merecem mais que ela,e nada acontece?Neste pais onde muitos passam impunes e a que a justiça,tarda ou não existe,e num pais em que o pai serve para procriar e pagar as despesas que outros fazem,e nao se pode viver a vontade com os nossos filhos e educa-los como mandam as regras.As vezes essa solução,torna-se atraente e apelativa.
Mas ai,onde ficam efectivamente as crianças,onde fica a nossa honra e dignidade?Mas que muitas vezes,mereciam isso é verdade,e quem sabe não pode mesmo acontecer?Quem sabe,quem sabe.Justiça ainda existe, ou será um momento de loucura?A ver vamos!!!

Opiniões


Desde que iniciei este Blog e coloquei nas redes sociais (Facebook e Twitter), que tenho recebido, opiniões, relatos, agradecimentos etc.. tenho cada vez mais observado no descontentamento que existe, pela exclusão ou se quiserem “racismo” usado contra os pais, por quererem integrar-se e conviver com os seus filhos, por tanto pelas mães como pelos tribunais. Serão assim os homens tão culpados? Talvez!

Mas, da regra existe as excepções, e são muitas e cada vez mais o panorama mudou e tornou-se mais polivalente, mais participativo, acima de tudo porque sabem ou vêem que os seus filhos não são bem tratados ou acompanhados.

Numa conversa ontem no Facebook, com uma amiga que esta no Luxemburgo e que, ao ver-me nesta causa, aderiu como muitos fizeram e estivemos à conversa, e ao meu pedido para ela ingressar na já vasta lista de testemunhas (52) do meu processo pelo meu filho (pois conhece algumas situações), ela me disse que não via com bons olhos, pois tinha uma opinião de mim que não era nem boa nem má, mas tinha uma opinião e não seria totalmente imparcial.

Ora o meu comentário foi: Deus que foi Deus, não agradou a todos, e eu não quero que as pessoas vão para tribunal dar opiniões, quero que as pessoas, possam ir para lá e contar a verdade, a verdade e nada mais. Se lhes pedirem opinião, ok, que a dêem, mas fora disso, que digam só a verdade.

É a única coisa que pretendo e me interessa! Quase como não entendo como as pessoas não tem consciência que os veículos existem com 2 ou 5 lugares, e são construídos para ou transportar carga ou pessoas, e não nos veículos de 2 lugares andarem 3, quando ainda para mais são os nossos filhos, estão a ser irresponsáveis, e acidentes acontecem, ontem num shopping do Porto assisti enquanto estacionava a passar 2 veiculos nessas condições e num dos casos até lá iam 4 pessoas.

E o pior é que os outros transeuntes vêem mas também não dizem nada, nem sequer avisam as autoridades, e se fosse o vosso filho?

A minha ex-companheira, faz isso, e vejo que mais também o fazem, e um dia? Dá-se um acidente, vocês nessa situação, até mesmo sem qualquer culpa nenhuma, vão perder toda a razão, pois se o outro condutor quiser pegar, ou se for como eu que chamo sempre a policia, então vocês apanham além do prejuízo, pois a companhia de seguros, corta-se, multa e processo da Protecção de Menores.

Podem pensar que me preocupo, não preocupo-me é com as crianças, seja o meu filho, ou todas as outras, porque a idiotice é dos pais!

Mas, agradeço a todos os que me tem apoiado e que apoiam este site, e por todos os vossos feedback´s, sejam eles, a favor ou contra, quero é que o assunto seja falado, seja ouvido, seja visto, que se torne num incomodo, para que alguém pegue no assunto e tente resolver, tente apresentar soluções, faça para que elas existam, não é com uma campanha esporádica, nem com beijos e abraços, é com acções concertadas de forma a que sejamos ouvidos.

Este pais tem tendência a ter memoria curta, vamos pressionar, alguém vai ouvir! E então um dia…um dia… todos vamos poder partilhar a vida com os nossos filhos!!!!

Dia Mundial dos Avós


Na proxima terça-feira, e associando-me a Associação para a Igualdade Parental e Direito dos Filhos, celebra-se o dia mundial dos avós, de todos os incompreendidos, esses são mais uns, pois segundo dados estatisticos, dos casos levados a julgamento, só em 1.2% dos casos os avós paternos ficam com os netos, se forem maternos sobe um pouco mais (no meu caso os avós maternos, recusariam-se a ficar com o meu filho, se algo acontecesse).

Os meus pais e avós do meu filho, vão fazendo o que podem e tem me ajudado imenso, nesta luta, apesar de todos os meus desvaneios e tentações mais auto destrutivas ou não, por tudo o que tenho vindo a sofrer, eles tem sido o meu unico pilar. E um serio modelo de vida para o meu filho, e o meu rebento adora o avó, mesmo com a doença dele, e com tudo o que já passou e com 71 anos, corre e faz tudo pelo neto, eles vão tendo sorte, podem no ver as quartas, e vem sempre o visitar quando o meu menino esta comigo. Mas existem muitos que não podem, e por eles também devemos lutar.

Na terça-feira dia 26 de Julho de 2011

informação
A Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Defesa dos Direitos dos Filhos, associa-se à comemoração do Dia Mundial dos Avós, felicitando todos aqueles que neste dia podem estar juntos com os seus netos e que com eles têm uma relação próxima.Todavia, a Associação recorda também que nos casos de separação e divórcio existem pais e mães que, consoante os casos, afastam (deliberadamente ou pelo silêncio) os seus filhos dos avós maternos ou paternos, “matando simbolicamente” um dos principais vínculos afectivos das crianças e adolescentes e, provavelmente, uma das suas principais referências de vida.
Neste dia, cabe perguntar também se é do “superior interesse da criança” o afastamento dos avós, promovido por um dos progenitores ?

E já agora fica também este video, sobre a iniciativa levada a cabo no ano passado pela Associação em frente ao Ministerio da Justiça: