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1. Raízes Culturais – O problema dos pais e o problema dos filhos tem raízes culturais. O mundo muda rapidamente propagando a anti-cultura, o anti-herói… É preciso refletir, questionar, antes de tomar qualquer posição. É preciso lembrar que princípios de integridade moral e ética são imutáveis. O respeito, a compreensão e o amor devem nortear nosso relacionamento com o mundo.
2. Os pais também são gente – Os pais são humanos e são apenas pais. Não são super-heróis nem se tornam perfeitos ao se tornarem pais. Devem assumir tranqüilamente suas limitações, suas fraquezas, conscientes de que, em sua função de pais, com sua experiência, vivência e amor por seus filhos, são insubstituíveis.
3. Os recursos são limitados – Avalie e conheça seus próprios limites físicos, emocionais e econômicos. Aprenda a dizer não. Ensine o respeito aos próprios limites. O amor, a maturidade e a disposição dos pais vence a rebeldia dos filhos. Lembre-se que educar bem os filhos é tirar de dentro deles o melhor que têm a oferecer. É fazê-los entender deveres e responsabilidades, levando em conta que eles aprendem facilmente a obter direitos e vantagens.
4. Pais e filhos não são iguais – Os pais precisam ser pais para que os filhos possam ser filhos. Pai é guia, orientador, legislador: deve conduzir o filho, criando regras, que sejam respeitadas e que vão prepará-lo para enfrentar o mundo. Não estamos pregando o autoritarismo. Falamos de autoridade de adultos coerentes, competentes, que querem o melhor para o desenvolvimento completo da personalidade do filho. Estamos tratando da disciplina ministrada por pais que dirigem o lar com firmeza e sabedoria, buscando proteger e orientar o filho, alicerçados em valores éticos e morais nos quais acreditam.
5. Culpa – A culpa torna as pessoas indefesas, paralisa e impede toda forma de ação. Para resolver um problema, uma situação inaceitável, é preciso libertar-se de qualquer tipo de emoção negativa. Fazendo sua parte do modo mais completo possível, consciente de ter cumprido o seu papel… E sem nenhum sentimento de culpa, auto-piedade ou raiva estar livre para agir e deixar os filhos sofrerem as conseqüências de seu próprio comportamento.
6. Comportamento – O comportamento dos filhos afeta os pais e o comportamento dos pais afeta os filhos. Existem muitos instrumentos de destruição que são usados pelos pais: indignação expressa em voz estridente, as acusações irresponsáveis, repreensões, lágrimas, histeria, orgulho, todas armas mortíferas que matam o amor e o respeito, destruindo também, quem as utiliza. É preciso manter-se equilibrado, ser sóbrio para exigir sobriedade e, assim, como dono de sua casa, conduzir sua própria família no rumo certo.
7. Tomada de Atitude – Na educação dos filhos, sabe-se o quanto é prejudicial tomar atitudes sem firmeza e perseverança. É dever dos pais agir prontamente ao tomar conhecimento do comportamento inadequado do filho. Corrigi-lo segundo a maior ou menor gravidade da situação; assumindo posições claras e bem definidas. Caminhe junto, acredite, fortaleça e anime seu filho, mas sobretudo, busque uma nova qualidade de vida.
8. A Crise – Assumir posições, fechar questão, acarreta crise que, se bem administrada, gera a mudança necessária. É preciso ter coragem e disposição para mudar e ser capaz de amar seus filhos de modo a fazer o que precisa ser feito sem pena deles ou de si próprio. Pais: definam seu alvo, fixem prioridades, formulem um plano de ação e o executem. Administrem a crise sem medo, controlando cada regra, cada limite estabelecido, fazendo sua parte para solucionar o problema. Por causa disso, ou apesar disso, sejam felizes! Vivam e deixem seu filho viver experimentando as conseqüências do que faz.
9. Grupo de Apoio – Sozinhos, sem compartilhar e trocar experiências, os pais se sentem perdidos e amedrontados. Entretanto, unidos e reunidos em grupos encontrarão novos caminhos. O grupo de apoio ajuda a refletir sobre as dificuldades e as limitações de cada um. Oferece diferentes alternativas, e encorajamento através do generoso relato da experiência de cada membro. Os participantes elevam-se além dos seus próprios problemas para ajudar o outro e, consequentemente, todos saem do grupo com novas esperanças.
10. Cooperação – A essência da família repousa na cooperação. Poupar e impedir o filho dessa participação é erro freqüente nas famílias. A cooperação aumenta a auto-estima e a noção do dever. É da cooperação que nasce a afetividade entre os membros da família, e é o germem da cidadania. Os Pais devem despertar nos filhos a responsabilidade por cada pessoa de seu grupo familiar e social. Assim sendo, os filhos só terão direitos a reivindicar quando, com postura madura e séria, se tornam membros cooperadores do grupo familiar.
11. Exigência e Disciplina – Aquilo que não se aprende em casa, a vida ensina a duras penas. Duras para os pais e para os filhos. Devemos ordenar e organizar com verdadeira disciplina o rumo que queremos dar à nossa vida e à vida da família, começando por pequenas coisas para chegar às grandes mudanças. Seu filho não pediu para nascer, mas você também não pediu para que ele fosse como é; vocês foram colocados um na vida do outro e têm – cada qual a seu modo – direitos e deveres. Não tem, no entanto, o direito de se destruirem mutuamente. O amor-exigente não expulsa os filhos de casa. A proposta não é essa. A escolha é opção do próprio filho. Depois de ter tentado tudo para controlar o comportamento inadequado do filho, chegando ao limite máximo dos pais ou da família, ao não querer adequar-se, ele mesmo estará escolhendo deixar a casa e viver por sua própria conta e risco.
12. O Amor – Este é o nosso princípio básico. E deve estar sempre intimamente ligado a todos os outros. No Amor-Exigente, amar é um grande desafio. É uma decisão! Deixa de ser um sentimento para ser uma opção de vida: Amar é ajudar o outro a ser a pessoa certa para ele mesmo e para o mundo onde for viver. É um amor aberto, traduzido em gestos e atitudes de querer o bem do outro. O verdadeiro amor tem compromisso com valores maiores do que a satisfação dos desejos.


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Stephen Rice, médico do Centro Médico da Jersey Shore University, nos Estados Unidos, explica quais atividades são ideais para as crianças:
Atividades físicas fazem bem à saúde e ninguém questiona isso. Mas como os pais podem estimular seus filhos a se exercitarem sem passar dos limites? E como estimular a atividade física em crianças com sobrepeso, que naturalmente têm mais dificuldade em se exercitar? Stephen Rice, médico do Centro Médico da Jersey Shore University, nos Estados Unidos, explica que as crianças precisam ter espaço para diversão. A brincadeira, por sua vez, faz o papel do exercício – atividade tão necessária nessa fase da vida.

Rice é autor de um artigo publicado na revista científica Pediatrics, da Sociedade Americana de Pediatria, que derrubou uma das possíveis barreiras contra a atividade física feita por crianças: o calor. Até 2000, acreditava-se que as crianças eram menos capazes de tolerar e se adaptar a atividades feitas no calor do que os adultos. O novo estudo, porém, mostra que elas podem fazer atividades físicas normalmente, desde que haja cuidado com a hidratação. Atuante na área de medicina e esporte há mais de três décadas, ele concedeu entrevista por e-mail ao site de VEJA:

Segundo as diretrizes internacionais, crianças precisam praticar 60 minutos por dia de atividades físicas para ter uma boa saúde. Isso é suficiente ou as crianças precisam de mais exercícios? Essas recomendações são destinadas para um amplo espectro de indivíduos. Fazer 60 minutos de atividades de intensidade moderada a vigorosa é uma recomendação excelente e viável para o público-alvo. Mas como saber se uma atividade é moderada ou vigorosa? Isso depende da criança e do tipo da atividade. Se as crianças estão em ambientes externos, correndo, jogando, brincando e suando a camisa, o nível de atividade provavelmente se enquadra no ideal.

Com o aumento nos índices de obesidade e de pesquisas que relacionam o excesso de peso ao risco de saúde, o que mais pode ser feito para estimular as crianças? Encorajar atividades que incluam movimento corporal, como andar, correr, andar de bicicleta, jogar, pular. É importante que as crianças convivam com amigos que também são ativos. Os pais devem estimular brincadeiras espontâneas, não dirigidas por adultos. Eles devem disponibilizar espaços para isso. É preciso lembrar que os pais têm um papel fundamental. Devem sair com as crianças para passeios, caminhadas, levá-las para visitar parques, fazer trilhas, subir em árvores. É importante tentar sair de dentro de casa, respirar ar fresco e se movimentar.

Crianças com sobrepeso precisam fazer mais exercícios do que crianças com peso normal? Provavelmente sim, mas pode ser difícil que elas façam isso. Não queremos que as crianças se sintam mal por estar assim e precisamos ser sensíveis ao fato de que pode ser mais difícil para aquelas acima do peso. Formar grupos exclusivamente com crianças gordinhas pode fazer com que elas se sintam confortáveis com seu peso, mas pode não ser o ideal – um grupo com grande diversidade desafia e estimula mais na redução de peso.

Quais tipos de atividades são ideais para essas crianças? Atividades que trabalham o sistema cardiovascular são boas. Fazer exercícios em uma piscina é um excelente método de desafiar a si mesmo. Pode ser feito com a água na altura do peito – com ou sem colete. A criança pode correr na piscina sem bater as pernas. Eles podem também buscar força, resistência e condicionamento aeróbico. Dependendo do grau de obesidade, andar pode ser a melhor atividade – para outros, pode ser andar de bicicleta. Para crianças pequenas acima do peso, não costumo recomendar a perda de peso de fato. Indico pelo menos a manutenção dos quilos atuais enquanto elas “crescem em seu próprio corpo.” Se a criança for capaz de ter um crescimento normal sem ganhar peso no período de um ano, por exemplo, ela será mais enxuta sem ter perdido quilos de fato.

Recentemente, o governo britânico lançou uma nova diretriz que disse que crianças menores de cinco anos devem se exercitar pelo menos três horas por dia. Qual sua opinião sobre isso? Certamente eles não querem dizer que as crianças devam se submeter à rotina de musculação e de ginástica geralmente proposta para pessoas adultas. O intuito é mostrar que as crianças precisam ter oportunidades de correr, escalar, explorar o espaço durante grande parte do dia, todos os dias. E não devem ficar dentro de um espaço fechado. É uma forma de dizer aos pais que dêem aos seus filhos chances de brincar e divertir-se.

Então os pais não precisam colocar bebês para se exercitar? O bebê não precisa ser colocado em um regime de exercício. É preciso que os pais ofereçam a oportunidade de o bebê se movimentar em um ambiente seguro. Com isso, ele será bastante ativo. Basta testar: se incentivadas, as crianças rolam, sentam, engatinham, escalam, ficam de pé e andam. Deixá-las em uma cadeirinha ou em um berço durante o dia todo pode sim ser um problema. Repito: dêem oportunidades para que eles se movimentem livremente e deixem que eles brinquem com brinquedos apropriados. Eles ficarão bem.

O que os pais devem fazer se as crianças que odeiam a ideia de praticar atividades físicas? Faça coisas em família. Leve a criança para andar, sair com os amigos, nadar em uma piscina ou até jogar um videogame Wii. Não permita acesso irrestrito ao computador e horas ininterruptas diante da televisão em um sofá confortável rodeado de alimentos calóricos.

Fonte: Revista online Veja
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/pais-devem-estimular-criancas-a-brincar


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Pais que desempenham um papel mais activo na vida de seus filhos ficam com um legado mais rico, segundo um grande estudo. Os jovens crescem com os pais se tornarm mais inteligentes e sobem mais alto na escada social do que aqueles cujas mães os criam, pois são deixados para fazer a trazer para cima,sugere, o autor.
Um projeto de 50 anos seguindo 17.000 bebês nascidos na mesma semana descobriram que aqueles cujos pais tomaram um papel mais ativo na leitura e a brincar com eles,vieram a ser mais bem sucedidos na vida mais tarde.
O estudo seguiu com entrevistas posteriores como os sujeitos cresceram para ver se eles tinham os seus próprios filhos e para testar a sua mobilidade social, e examinar se eles tinham feito melhor do que seus pais. Em 2004, mais de 5.700 deles foram entrevistados com 46 anos de idade.
O relatório, de Daniel Nettle do Centro de Comportamento e Evolução da Universidade de Newcastle, encontrou que os pais que passaram um tempo com seus filhos produziram descendentes com um QI mais elevado e maior status social. Embora os pais estavam mais propensos a gastar o tempo com os meninos do que meninas, ambos os sexos beneficiaram igualmente a partir da interação com seus pais. Crianças nascidas de pais mais velhos correm um maior risco de ter autismo, dizem os pesquisadores.
A descoberta informou hoje no British Journal of Psychiatry mostra o risco que aumenta mais de três vezes entre meados dos anos 20 e 30 anos. Cerca de uma em cada 100 crianças é pensado que sejam afetadas e uma das razões pode ser a idade avançada dos pais. Acredita-se que os problemas podem ser erros genéticos insinuando-se a produção de espermatozóides de homens mais velhos. O estudo envolveu 84 crianças japonesas mais velhas e adultos com “funcionamento de alto autismo, o que significava que tinham dificuldades com a socialização, comunicação e comportamento, mas não tinham uma deficiência intelectual.
As idades de seus pais foram comparados com os de 208 adultos que não tinham sido diagnosticados com algum distúrbio psiquiátrico. A análise incidiu sobre os pais, que estavam sob 29, 29-32 e 33 ou mais. O risco de a criança ter autismo de alto funcionamento aumentou 1,8 vezes para cada grau de idade.

Sexta


Na sexta, fui buscar o meu filho e tem sido um fim de semana em cheio. Cheio de brincadeiras, é de isto que mais tarde o meu e vosso filho se há-de lembrar… de todas as brincadeiras e dos bons tempos que passa com o Pai. É essa felicidade que ele se vai recordar e querer passar sempre do nosso lado.

Nós somos e seremos sempre o super-heroi deles, como diz o meu filho que tem 2 anos e meio… “És o meu Super-Herói”, e se lhe perguntar quem é que gosta dele a resposta é… “O Pai!!!”

Quem não pode gostar de ouvir isto, é o amor que é belo, é a paz que inunda a alma, sabendo que tudo está bem.

Viva o dia em brincamos juntos filho.