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Hoje trago uma reportagem sobre as alterações que se deram no significado da familia.

O trajecto do tempo dos nossos pais, em que não acreditavam na separação, até aos dias de hoje, em que todos os motivos servem para os casais se separarem e por vezes destruir sonhos de crianças.


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Stephen Rice, médico do Centro Médico da Jersey Shore University, nos Estados Unidos, explica quais atividades são ideais para as crianças:
Atividades físicas fazem bem à saúde e ninguém questiona isso. Mas como os pais podem estimular seus filhos a se exercitarem sem passar dos limites? E como estimular a atividade física em crianças com sobrepeso, que naturalmente têm mais dificuldade em se exercitar? Stephen Rice, médico do Centro Médico da Jersey Shore University, nos Estados Unidos, explica que as crianças precisam ter espaço para diversão. A brincadeira, por sua vez, faz o papel do exercício – atividade tão necessária nessa fase da vida.

Rice é autor de um artigo publicado na revista científica Pediatrics, da Sociedade Americana de Pediatria, que derrubou uma das possíveis barreiras contra a atividade física feita por crianças: o calor. Até 2000, acreditava-se que as crianças eram menos capazes de tolerar e se adaptar a atividades feitas no calor do que os adultos. O novo estudo, porém, mostra que elas podem fazer atividades físicas normalmente, desde que haja cuidado com a hidratação. Atuante na área de medicina e esporte há mais de três décadas, ele concedeu entrevista por e-mail ao site de VEJA:

Segundo as diretrizes internacionais, crianças precisam praticar 60 minutos por dia de atividades físicas para ter uma boa saúde. Isso é suficiente ou as crianças precisam de mais exercícios? Essas recomendações são destinadas para um amplo espectro de indivíduos. Fazer 60 minutos de atividades de intensidade moderada a vigorosa é uma recomendação excelente e viável para o público-alvo. Mas como saber se uma atividade é moderada ou vigorosa? Isso depende da criança e do tipo da atividade. Se as crianças estão em ambientes externos, correndo, jogando, brincando e suando a camisa, o nível de atividade provavelmente se enquadra no ideal.

Com o aumento nos índices de obesidade e de pesquisas que relacionam o excesso de peso ao risco de saúde, o que mais pode ser feito para estimular as crianças? Encorajar atividades que incluam movimento corporal, como andar, correr, andar de bicicleta, jogar, pular. É importante que as crianças convivam com amigos que também são ativos. Os pais devem estimular brincadeiras espontâneas, não dirigidas por adultos. Eles devem disponibilizar espaços para isso. É preciso lembrar que os pais têm um papel fundamental. Devem sair com as crianças para passeios, caminhadas, levá-las para visitar parques, fazer trilhas, subir em árvores. É importante tentar sair de dentro de casa, respirar ar fresco e se movimentar.

Crianças com sobrepeso precisam fazer mais exercícios do que crianças com peso normal? Provavelmente sim, mas pode ser difícil que elas façam isso. Não queremos que as crianças se sintam mal por estar assim e precisamos ser sensíveis ao fato de que pode ser mais difícil para aquelas acima do peso. Formar grupos exclusivamente com crianças gordinhas pode fazer com que elas se sintam confortáveis com seu peso, mas pode não ser o ideal – um grupo com grande diversidade desafia e estimula mais na redução de peso.

Quais tipos de atividades são ideais para essas crianças? Atividades que trabalham o sistema cardiovascular são boas. Fazer exercícios em uma piscina é um excelente método de desafiar a si mesmo. Pode ser feito com a água na altura do peito – com ou sem colete. A criança pode correr na piscina sem bater as pernas. Eles podem também buscar força, resistência e condicionamento aeróbico. Dependendo do grau de obesidade, andar pode ser a melhor atividade – para outros, pode ser andar de bicicleta. Para crianças pequenas acima do peso, não costumo recomendar a perda de peso de fato. Indico pelo menos a manutenção dos quilos atuais enquanto elas “crescem em seu próprio corpo.” Se a criança for capaz de ter um crescimento normal sem ganhar peso no período de um ano, por exemplo, ela será mais enxuta sem ter perdido quilos de fato.

Recentemente, o governo britânico lançou uma nova diretriz que disse que crianças menores de cinco anos devem se exercitar pelo menos três horas por dia. Qual sua opinião sobre isso? Certamente eles não querem dizer que as crianças devam se submeter à rotina de musculação e de ginástica geralmente proposta para pessoas adultas. O intuito é mostrar que as crianças precisam ter oportunidades de correr, escalar, explorar o espaço durante grande parte do dia, todos os dias. E não devem ficar dentro de um espaço fechado. É uma forma de dizer aos pais que dêem aos seus filhos chances de brincar e divertir-se.

Então os pais não precisam colocar bebês para se exercitar? O bebê não precisa ser colocado em um regime de exercício. É preciso que os pais ofereçam a oportunidade de o bebê se movimentar em um ambiente seguro. Com isso, ele será bastante ativo. Basta testar: se incentivadas, as crianças rolam, sentam, engatinham, escalam, ficam de pé e andam. Deixá-las em uma cadeirinha ou em um berço durante o dia todo pode sim ser um problema. Repito: dêem oportunidades para que eles se movimentem livremente e deixem que eles brinquem com brinquedos apropriados. Eles ficarão bem.

O que os pais devem fazer se as crianças que odeiam a ideia de praticar atividades físicas? Faça coisas em família. Leve a criança para andar, sair com os amigos, nadar em uma piscina ou até jogar um videogame Wii. Não permita acesso irrestrito ao computador e horas ininterruptas diante da televisão em um sofá confortável rodeado de alimentos calóricos.

Fonte: Revista online Veja
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/pais-devem-estimular-criancas-a-brincar


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Mais de 68 mil crianças estiveram em perigo e foram acompanhadas pela Comissão de Protecção de Menores em 2010, mas apesar do volume global de processos continuar a aumentar o número de novos casos tem vindo a diminuir.

Os dados constam do Relatório de Avaliação da Actividade das Comissões de Protecção no ano de 2010 que foi apresentado esta segunda-feira em Lisboa.

Segundo o relatório, no ano anterior as Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) acompanharam 68.300 processos (mais 1.404 do que em 2009), que corresponderam a 68.421 crianças, já que por vezes os processos abrangem mais do que uma criança, como nos casos de irmãos.

Do total de processos (68.300) acompanhados em 2010, 34.753 transitaram de anos anteriores, 28.103 foram novos processos instaurados e 5.444 foram processos reabertos.

Ricardo Carvalho, secretário executivo da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR), destacou que o número de entrada de processos novos diminuiu pelo terceiro ano consecutivo, verificando-se em 2010 menos 298 processos instaurados do que no ano anterior.

Em contrapartida, o número de casos transitados de anos anteriores aumentou face a 2009 (mais 337), assim como o número de processos reabertos (mais 1.365).

«Os processos reabertos aumentaram significativamente, mais de 33 por cento», destacou Ricardo Carvalho.

As situações de perigo mais identificadas pelas Comissões foram sobretudo negligência, seguida de exposição a comportamentos desviantes (como violência doméstica) e abandono escolar.

«Os maus-tratos físicos e psicológicos, sendo relevantes, não estão nas principais problemáticas», adiantou.

Assim, entre as situações de perigo identificadas com valores menos representativos estão a prática de crimes, o abandono, o abuso sexual e o uso de estupefacientes.

O relatório destaca, contudo, que nos processos instaurados o número de casos de maus-tratos é superior ao de abandono escolar e o número de abusos sexuais é superior ao de abandono.

O secretário executivo da CNPCJR afirmou que o abandono de crianças pela família aumentou desde há três anos, embora os casos continuem a ser residuais, rondando os 300.

Este relatório traz uma novidade: «Pela primeira vez o número de processos activos no final do ano é inferior ao ano anterior, verificando-se uma diminuição de pendências do ano anterior», sublinha Ricardo Carvalho.

Traduzindo em números, dos 68.300 processos acompanhados em 2010, 35.501 foram arquivados, transitando para 2011 apenas 32.799 (menos 1.954 do que em 2010).

O relatório destaca ainda a predominância da medida de apoio às crianças junto dos pais, seguida de outros familiares, sendo inferior a nove por cento as medidas que implicam separação das crianças do meio familiar e apoio institucional.

Relativamente aos meios técnicos de que dispõe a CNPCJR, o relatório aponta melhorias nas instalações e nos meios informáticos, salientando algumas necessidades ainda por suprir como o número de computadores, para evitar utilização partilhada por diferentes serviços, dado o carácter reservado dos processos.

Armando Leandro, presidente da CNPCJR, aplaude o grande apoio das entidades parceiras que sinalizam as situações de perigo, com os estabelecimentos de ensino à cabeça, seguidos pelas autoridades policiais e pelos estabelecimentos de saúde.

Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=22702


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Pais que desempenham um papel mais activo na vida de seus filhos ficam com um legado mais rico, segundo um grande estudo. Os jovens crescem com os pais se tornarm mais inteligentes e sobem mais alto na escada social do que aqueles cujas mães os criam, pois são deixados para fazer a trazer para cima,sugere, o autor.
Um projeto de 50 anos seguindo 17.000 bebês nascidos na mesma semana descobriram que aqueles cujos pais tomaram um papel mais ativo na leitura e a brincar com eles,vieram a ser mais bem sucedidos na vida mais tarde.
O estudo seguiu com entrevistas posteriores como os sujeitos cresceram para ver se eles tinham os seus próprios filhos e para testar a sua mobilidade social, e examinar se eles tinham feito melhor do que seus pais. Em 2004, mais de 5.700 deles foram entrevistados com 46 anos de idade.
O relatório, de Daniel Nettle do Centro de Comportamento e Evolução da Universidade de Newcastle, encontrou que os pais que passaram um tempo com seus filhos produziram descendentes com um QI mais elevado e maior status social. Embora os pais estavam mais propensos a gastar o tempo com os meninos do que meninas, ambos os sexos beneficiaram igualmente a partir da interação com seus pais. Crianças nascidas de pais mais velhos correm um maior risco de ter autismo, dizem os pesquisadores.
A descoberta informou hoje no British Journal of Psychiatry mostra o risco que aumenta mais de três vezes entre meados dos anos 20 e 30 anos. Cerca de uma em cada 100 crianças é pensado que sejam afetadas e uma das razões pode ser a idade avançada dos pais. Acredita-se que os problemas podem ser erros genéticos insinuando-se a produção de espermatozóides de homens mais velhos. O estudo envolveu 84 crianças japonesas mais velhas e adultos com “funcionamento de alto autismo, o que significava que tinham dificuldades com a socialização, comunicação e comportamento, mas não tinham uma deficiência intelectual.
As idades de seus pais foram comparados com os de 208 adultos que não tinham sido diagnosticados com algum distúrbio psiquiátrico. A análise incidiu sobre os pais, que estavam sob 29, 29-32 e 33 ou mais. O risco de a criança ter autismo de alto funcionamento aumentou 1,8 vezes para cada grau de idade.


Existem diversas pessoas que fazem muito,pelos filhos,mas muitas vezes onde os mais prejudicam,pode ser em alguns casos como o da minha ex, leva-los com os adultos em carros de 2 lugares,ou a praia quando tem problemas de saúde,crônicas ou outras,e tentam compensar esses erros “enganando” o sistema. No meu caso, a minha ex-companheira insiste em colocar o filho num infantario e pagar acima das possibilidades dela,não pela qualidade, mas pela comodidade dela em irem buscar o meu filho a casa dela.
A seguir tem uma transcrição duma noticia na pagina ionline, acerca das pressões a que professores,muita vezes estão sujeitos pelos pais, para colocarem os filhos nas escolas,chamadas de “certas”,mas esquecem-se que a educação deveria comecar neles pais e na motivação que lhes deveriam de dar para que eles estudassem.

Falsificar documentos, arrendar casas, abdicar da tutela dos filhos ou pressionar directores são esquemas usados para escolher a escola pública

Pai ou mãe que se preze faz tudo pelos filhos. E quando chega o momento de eleger a melhor escola pública o instinto maternal/paternal é capaz de superar os mais difíceis obstáculos. Pais preocupados com a educação dos filhos chegam ao ponto de falsificar documentos, arrendar casas ou abdicar da tutela dos seus filhos só para terem direito a uma vaga na escola que consideram ser a ideal.

Pais que a todo o custo querem matricular os seus filhos nas suas escolas preferidas não se importam de madrugar para serem recebidos pelo director. Nem sequer ficam constrangidos por continuar a insistir, na esperança que um director possa ser vencido pelo cansaço. Quando se trata da educação dos miúdos, uma boa parte dos pais começa a mexer os cordelinhos seis meses, ou até mais, antes do início do ano lectivo.

A escola pública é uma livre escolha até certo ponto. Só entram os filhos com os pais a trabalhar ou a morar na área de abrangência do agrupamento, a não ser que sejam portadores de deficiências ou tenham irmãos a frequentar o mesmo estabelecimento de ensino. Caso contrário, sujeitam-se à lei das vagas.

As inscrições para o próximo ano lectivo estão feitas, mas só no final deste mês é que as direcções determinam quem são os novos alunos a entrar nas escolas. Só que, muito antes desta data, já os pais andam a rondar os directores. Vale quase tudo. Da chantagem psicológica ao “choradinho”, até à teimosia sem limites, conta Maria do Rosário Gama, que até Junho dirigiu a secundária Infanta D. Maria (Coimbra), a escola pública mais bem colocada nos rankings dos exames nacionais: “É uma pressão muito grande, que este ano começou logo em Março. Cheguei até a ter um pai à porta da minha casa a dizer que não arredava pé enquanto o seu filho não entrasse para a escola.”

Furar a lei O “assédio desmedido” não é contudo a estratégia mais comum, esclarece a professora que se aposentou este ano. Indicar o nome de outro familiar a residir mais próximo da escola para encarregado de educação do seu filho ou falsificar a morada são os subterfúgios mais recorrentes para furar a lei: “As escolas não têm como investigar todos os processos, a não ser que se deparem com casos flagrantes, como já aconteceu há uns anos ter cinco alunos de famílias diferentes a residir na mesma morada.”

Na secundária José Gomes Ferreira, em Lisboa, desde Maio que o director diz receber todas as manhãs entre cinco e seis pais ansiosos por saber o que é preciso fazer para os seus filhos entrarem na escola. “Querem conhecer como funciona a escola, quais são os critérios. Eu percebo a ansiedade deles, mas digo–lhes que mais não posso fazer do que aplicar as normas”, conta Manuel Esperança.

Se Maio é muito cedo, noutra escola bem classificada nos rankings nacionais, os telefonemas, os emails ou os faxes dos pais começaram a chover logo em Janeiro. As solicitações no início do ano servem apenas para os pais perceberem se as suas moradas coincidem com a área de influência da escola. Só depois é que surgem as tentativas para contornar as regras, explica o director de uma escola básica da Grande Lisboa que só contou ao i as trafulhices dos pais sob a condição de manter o anonimato.

Nesta escola os documentos são passados a pente fino, garante o director, mas esse zelo tem um preço. “São muitas e muitas horas que perdemos a verificar os processos. Diria que, se as informações estivessem correctas, metade dos alunos, ou até mais, tinha pais separados e entregues a familiares, o que seria grave e obrigar-me-ia a alertar a Comissão de Protecção de Menores”, ironiza.

E, mesmo assim, ainda há quem consiga enganar este director: “No ano passado, um pai veio ter comigo para dizer que ter o filho na minha escola saiu caro mas valeu a pena.” Sendo a escola pública gratuita, o director estranhou o queixume e só ficou esclarecido com a confissão do encarregado de educação: “Arrendou uma casa, pagou dois meses de caução e mesmo assim está convencido de que foi a melhor opção.”

Lei omissa. Detectar fraudes é, no entanto, um trabalho que poucas escolas conseguem fazer, adverte Manuel Esperança. A actual lei, aliás, nem sequer especifica que o encarregado de educação tem de ser o pai ou a mãe e, por isso, esse é um dos principais trunfos usados. “Em boa parte dos casos, quando os pais nomeiam o avô ou a avó como encarregado de educação nem considero que seja fraude, tendo em conta que os alunos passam a maior parte do tempo com eles”, defende o director da secundária José Gomes Ferreira.

Em casos de falsificação de documentos será sempre possível pedir comprovativos, mas perante a quantidade de processos para analisar, esse controlo nunca é rigoroso, admite Manuel Esperança. Carlos Santos, da secundária Dr. Joaquim de Carvalho, na Figueira da Foz, assegura que exige comprovativos para tudo: recibos de água, luz, renda e tudo o que dificulte a fraude: “Estou na direcção desta escola há 14 anos e nunca tive um ano em que não tivesse de me deparar com pais a reclamar.”

http://www.ionline.pt/conteudo/139032-pais-que-procuram-melhor-educacao-os-filhos-so-podem-ser-trafulhas