Ontem, fomos a tertúlia na livraria Almedina no Centro Comercial Arrábida Shopping, afim de ouvir e quem sabe aprender algo, como as dignissimas Senhoras Procuradora e Advogada, acerca das questões de Parentalidade.

Não só nós mas como mais 2 associações se fizeram representar, mas na maioria, eram juízas, e advogados nas cerca de 35 pessoas que se encontravam na plateia.Para além de alguns pais.

Mas, logo no inicio foi detectado pelo menos por nós e pelas outras associações e também só não entendia quem não quisesse, o ataque ao sexo masculino, colocado na forma que os homens, só tentavam a custodia dos filhos, por ciumes, primeiro, isto é um sentido estereotipado, pelas juízas e até a uns tempos atrás com alguma ponta de verdade.

Mas e as mães que utilizam os filhos como armas???Para saber o que se passa em casa do outro progenitor?E as que tem filhos para viver a custa do que recebem do outro progenitor e do estado?? E que como a minha, não faz rigorosamente nada para o manter em condições mínimas??? Quantos casos a Dra. Advogada, queria que fosse apresentado pela Segurança Social?? Temos imensos… E quantos casos, em que os progenitores masculinos, são arrastados com o seu bom nome para a lama, só pelo apetite ganancioso das mães??

As Associações presentes, resolveram não intervir, pelo facto de ter sido pedida uma opinião e intervenção, mas somente a magistrados, mas muitas questões ficaram, e muitas ideias que podiam ser debatidas e quem sabe obter uma ideia produtiva, acerca do assunto.

Mas rapidamente todos desistiram, pois após estas palavras e um outro caso que foi apresentado pela Sra. Advogada, de uma mãe que pedia a custodia da filha, mas que não tinha condições de a ter, o pai tinha, mas a companheira dele dava-lhe maus tratos. Se não é o cão, é o gato, mas a culpa recai no pai.

Já que devemos dizer que os direitos dos Pais, não são deles, são direitos que os filhos tem, em ter os 2 progenitores, por perto, e de os amarem sempre.E não os direitos dos Progenitores. Com essa a Procuradora e a Advogada, concordam com a Guarda Partilhada, mas não a Guarda Conjunta, e que nenhum juiz aceita.

Ao que foram prontamente interrompidas por uma juíza presente, que se o acordo já vier dos pais e que tanto ela como a procuradora que esta com ela, aceitam de imediato. Fazendo realçar que se existe entendimento entre os pais, que é saudável que devem mante-lo assim para o bem da criança.

Ora as 2 senhoras, acham que não é do interesse da criança por não ter uma residência,e que pode ter efeitos nefastos, na criança..A minha questão é onde esta o estudo em que elas se baseiam para tais palavras??? Então quer dizer que a criança pode estar com a mãe todos os dias e o pai esporadicamente de 15 em 15 dias e isso é saudável, pode a mãe efectuar todas as decisões e o pai, ficar a ver, ou como elas disseram só podem ter opinião nas grandes questões (catequese,casamento e escola), e quando nem isso as mães ou os pais não deixam???É benéfico para a criança???

Quem decide, quem pode dizer o que realmente,é o melhor? O melhor seria os pais entenderem-se, mas se não é possível, o tribunal deveria, providenciar que fossem obrigados a entenderem-se, pois se o souberam fazer, também tem de saber cuidar dele e lhes dar o maior amor e conforto.

Mas ainda tem sempre a hipótese de compram uma casa para o filho, e os progenitores é que se mudam de tanto em tanto tempo para casa do filho. Ideias não faltam, falta é bom senso e quem não tenha ideias retrógradas.

Como as mesmas excelentíssimas senhoras disseram que também existe o facto da falta de vocação de advogados, e alguns juízes, e que deveriam efectuar formações e se avaliarem as aptidões.

Ao que a mesma juíza que a pouco comentei, ter dito que tentou se inscrever numa das acções de formação e que lhe foi negado por falta de antiguidade, ficamos pasmados, pois só nos fez pensar que a formação, é nula e só para quem tiver uns 90 anos.

Depois a conversa dispersou se num assunto de adopção e de uma mãe adoptiva com imensos problemas com a menina, e que o tribunal, não a retira de mãe adoptiva, apesar de ter quase ameaças a sua integridade física.

A situação é diferente de um pai ou de uma mãe, esses são para a vida e são carne da sua carne, não existe forma de contra argumentar isso, no caso da senhora é forçar e provar ao tribunal que as situações se esgotaram e que a via do afastamento, é a única.

Mas ficamos solidários com a Mãe Adoptiva, e para referir em forma de termino, que a justiça vai mal e com pessoas obtusas e sem vontade de mudar, de ajustar o sistema, ao novo amanhã, e as gerações vindouras.

Como alguém referiu, é um negocio de milhões, que envolve estado,juízes,advogados,psicólogos,protecção de menores,segurança social e outros. Não que acredite em teorias da conspiração, mas que se pensarmos bem, envolve demasiado dinheiro, e isso faz com que não se queira mudar. Quando o circulo já está viciado e criado.

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