3 crianças da Escola 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico de S. Julião da Barra, Oeiras, escreveram no jornal deles, uma noticia curiosa, e no mínimo que deve fazer-nos pensar, que as nossas lutas tem de ser sempre por eles, e não contra a mãe ou o pai, mas que eles são o nosso tesouro, e que temos de pensar e apoiar todos os nossos movimentos e os deles também.

In Jornal “A Barra

“Somos filhos de pais separados e estamos revoltados. Porquê?
Por causa das brigas que vimos, da violência das pessoas umas contra as outras. O pior, porém, é quando nós, os filhos, temos que decidir, em tribunal, com quem ficamos. Nessa altura sentimo-nos muito mal porque gostamos do pai e da mãe e não sabemos com quem ficar.

“E o Natal?”, “E as férias?”
São quase sempre um inferno. No dia-a-dia ficamos com saudades do pai ou da mãe com quem não vivemos, e no Natal ainda é pior porque deixamos de ter os pais juntos. Nas férias é mais fácil, apesar de não ser bom, porque podemos dividir o tempo com o pai ou com a mãe.

Há ainda outra coisa muito injusta:
Meninos e meninas que não vêem quase nunca os pais porque estes foram morar para fora de Portugal e deixam de comunicar com os filhos por telefone ou carta.

Também acontece outro problema grave:
Os filhos ou filhas de pais ou mães que fazem asneiras e vão para a prisão, ficam tristes por ver que os seus pais não pensaram neles antes de fazer disparates.

Nós, os autores deste artigo, achamos que, quando um senhor e uma senhora se separam um do outro têm que compreender que não deixam de ser pais dos filhos que tiveram em conjunto e tentar viver um com o outro, depois da separação, de modo a não fazer sofrer os filhos.

Aqui vão os nossos conselhos para pais separados:

1 – Tentar não ir morar para muito longe do filho.

2 – Comunicar com os filhos, por carta ou telefone, QUASE TODOS OS DIAS (nem que seja uma chamadinha para dizer “boa noite”).

3 – Sempre que possível combinar ir buscar o filho à escola e levá-lo a lanchar ou jantar para poderem conversar à vontade.

4 – Mandar sempre o dinheiro mensal para a alimentação e vestuário do filho.

5 – Não discutir com ninguém quando o pai ou a mãe aparecem para levar ou entregar o filho.

6 – Oferecer, de vez em quando, ao filho, qualquer coisa de que ele precise, sem estar sempre a dizer “a tua mãe (ou o teu pai) é que tem obrigação”.

7 – Os Natais deviam ser alternados, isto é: um ano a criança passava com a mãe, outro ano com o pai e respectivas famílias.

8 – Os aniversários das crianças deveriam ser comemorados com o pai e a mãe presentes na festa. Esta devia ser num sítio que não fosse a casa de nenhum deles, para não haver problemas.
Até podia ser um piquenique num jardim, ou irem acampar.
Quem tiver mais dinheiro pode fazer a festa numa pastelaria; quem não tiver, pode pedir ajuda a amigos e família para pagar a sua parte na festa do aniversário.

Mas aquilo que nós queríamos, mesmo, era viver uma semana com a mãe e outra com o pai.

Se os pais separados aceitassem estes conselhos, os filhos ficariam muito mais felizes e eles próprios também.

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