No passado dia 5 de Agosto, foi celebrada uma missa, na igreja das antas, no Porto, em memoria dos 6 meses do assassinato do meu amigo e advogado, Dr. Cláudio Rio Mendes.

E a pedido da mãe do Dr. Cláudio, foi pedido ao irmão, Dr.Modesto que publica-se na página do Facebook,um apontamento num livro que ele pretendia entregar a filha e que não lhe foi permitido pela mãe em Março. E que transcrevo, aqui na integra e com o intuito de reflectirem no mal que fazem aqueles que praticam a alienação parental, e no resultado adverso que pode ter, como aconteceu no assassínio de um pai que só queria estar com a filha.

À umas 3 semanas, em casa do meu irmão Cláudio, folhearam um livro e encontraram o texto que hoje a minha mãe pede para transcrever, a propósito de hoje fazer 6 meses do seu assassinato.

“21-03-2010

Minha querida filhota Adriana que eu amo mais que tudo na vida:

neste momento em que escrevo escorrem-me as lágrima em catadupa…

mais uma vez fiz 100km para poder estar contigo minha querida e isso é-me negado pela tua mamã e pelos teus avós maternos;

estou à porta da Mamarrosa e aqui vou ficar apenas mais uns minutos, até acabar de escrever… para não sofre mais à toa porque precisas de um papá forte para poder cuidar de ti, educar-te e ser sempre teu amigo e protector, até seres muito muito crescida e já não precisares de mim.

Vou-me embora agora para voltar depois com um grande sorriso e estar muito feliz contigo e de cara alegre como sempre estivemos, apesar de todo o sofrimento atroz que tenho passado por não te ver crescer todos os dias.

Prometo que serás sempre feliz e que nunca te abandonarei minha querida.

Vou ter que voltar ao tribunal, infelizmente.

Por ti minha querida, acima de tudo, pois mereces ter um pai sempre presente, que não tenha de mendigar e sujeitar-se aos caprichos dos outros para estar com a sua filha.

Já aguentei de mais filha…

Não posso esperar mais.

Hoje só te queria dar este livrinho e brincar um pouco contigo… Não foi possível… Mas prometo que em breve estaremos juntos, felizes e em paz.

Amo-te muito!

O teu pai

Cláudio”

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