Hoje, enquanto me preparava, para ir buscar o meu filho e em conversa com a minha advogada, aguardando pelas indicações e processos, para se ela cumprisse o que tinha dito, acerca de não deixar vir o meu filho hoje.

A minha advogada disse-me algo que me deixou um pouco perplexo e sem grande reacção, pois e como a parte, eu fiquei fã, da minha advogada, por ela ter sido a única dos que consultei, e talvez (por ter me sido passada, por um dos meus advogados que tem tratado de todo este processo e é pai de um menino do infantário do meu filho). Que me disse o quanto ela preferia estar a defender a mãe do que me defender a mim, diga-se que é este o espírito dos advogados que faz com muita coisa não seja alterada, mas não pela culpa deles e talvez não pela culpa dos juízes, mas pelas leis, mal feitas e colocadas por pessoas sem conhecimento de causa, e sem vontade de alterar algo que existe desde os primórdios.

Mas o que foi que ela me disse, questionam vocês? Bem, que eu jogo pelas regras, e pelo que esta escrito, que se ela não me o deixasse trazer, que fizesse de conta e que quando ficasse com ele, só o entregasse quando me apetecesse.

Bem,eu que por vezes até contorno os regulamentos ou regras, ouvir isso, foi de ficar espantado. Mas o meu filho, é algo que para mim, é intocável, não é uma fonte de munições, que ataque alguém, não lutei para que as coisas fossem escritas em tribunal e que o meu filho estivesse comigo em toda a sua vontade, para que agora abrisse um precedente, estranho, e não a fizesse  cumprir com o que esta estipulado, nem que fosse pela força das forças de segurança.

Ainda devo ser dos únicos neste país, que acredita, no poder legal, que apesar de reconhecer, defeitos e faltas de vontade em mudarem algumas leis, protegendo algumas pessoas e que este pais encrava sempre no mesmo sitio, também reconheço que talvez nem sempre a culpa seja dos juízes, advogados ou das leis, mas sim do poder politico que pouco ou nada faz a não ser esbanjar dinheiro dos contribuintes em obras megalómanas e que não tem grande sentido.

Reconheço que algumas leis de igualdade, são fogo de vista e que as fronteiras deveriam ser controladas, mas vendo bem, não há nenhum sistema perfeito, mas que poderia ser melhor, podia, estamos no fundo numa mini republica das bananas, à beira mar plantados, e que poucos são aqueles na esfera internacional que nos querem mal, talvez com a excepção dos bancos americanos que exploram a nossa fraqueza momentânea econômica para nos atacar.

E isso faz de nós pequenos e de mais parecidos com aqueles agricultores do interior dos anos 60, que propriamente cidadãos da Europa.

E se fizesse o que ela me proponha abria um precedente único que me poderia ela efectuar uma guerra sem precedentes com o meu filho, voltando a esconde-lo e a não o deixar vir. E esse precedente não a deixo abrir, pois pode custar mais ao meu filho que a qualquer um de nós, e isso não permito.

Mas um dia filho, tudo vai mudar, um dia filho estaremos sempre juntos, um dia filho…um dia….

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