Lá se passou o fim de semana, com o meu filho, brincamos, passeamos a beira mar e tentamos viver, um pouco os 2 o que nos falta, todos os dias, a companhia um do outro.

Quando o tive que entregar ontem, apercebi-me ontem que ele deixou de ser o meu menino de 2 anos e meio, para passar a ser o meu filho de 2 anos e meio, pois vi quando tocava à porta do infantário para o entregar, que debaixo daqueles óculos de sol azuis pequeninos, que lhe comprei, as lágrimas corriam lhe a face e ele a tentar aguentar, para não me deixar aperceber, para ser adulto, por mim e por ele. Foi ai que me apercebi que ele já não é o meu bebe, aquele a quem cortei o cordão umbilical, e acolhi nos meus braços logo no nascimento. É agora criança do mundo habituada, a separar-se daquilo que quer, do qual não sabe porque, mas que deseja de alguma forma, o mundo dele perfeito. Ao entrega-lo vi ele a agarrar-se a minha perna direita e apesar de todas as minhas investidas de lhe explicar que tinha de ir embora, e que ele tinha de estar ali a brincar, ele não largava, consegui lhe retirar da minha perna, mas ele de imediato se agarrou a minha perna esquerda, barricando-se, fechando-se ao conhecimento do mundo externo ao dele. Quando peguei nele, agarrou-se de tal forma que me sufocava, pois não queria que eu fosse embora, foi ai que ele perdeu as estribeiras e desatou a chorar e que me fez de imediato chorar, tiveram de o tirar dos meus braços pois eu já não tinha nem força física nem psíquica para lhe tentar dar a volta e convence-lo a ficar, já não era eu, era só o meu coração que desejava pegar nele e sair dali com ele, e perder o dia de trabalho e passar o dia a brincar com o meu filho.

Sai de lá em lágrimas, e cheio de vontade de voltar e traze-lo comigo, mas se estou nos tribunais por ele, não posso desobedecer ao que ficou estipulado na primeira reunião e traze-lo comigo, mas vontade não faltou, e no final pensando a sangue frio, era eu que me tramava, pois a mãe dele, espera uma aberta que eu nunca lhe a vou dar.

ela trata-o como algo que esta ali, só por estar, que tem de cuidar, mas que prefere dar aos outros que cuidem dele, e que se diga 2 dessas pessoas, deixam muito a desejar, acredito que até sejam boas pessoas, mas como pessoas, pois como pais, basta olhar para o filho deles e ver que deixam a desejar, e isto é com o deles, imagino com o dos outros.

Falei mais tarde com a educadora do meu filho para saber como ele estava, ao que ela me explicou que ficou muito tempo amuado, e quando lhe perguntava o porque, ele só dizia que queria ir com o pai, que queria estar comigo. Achei deverás interessante foi que a senhora tentou lhe explicar que o trabalho dele era estar ali e o meu ganhar dinheiro, ela contou que a reacção dele era ignorava a explicação como, que isso não existe, que aquilo que deseja, vai atrás e que não há explicação possível para ele não ter o que deseja.

Quem sabe um dia, ele não consiga explicar tudo ao juiz ou juíza e dizer o que quer e de uma vez por todas ter uma infância, como qualquer criança deve ter, com amor. Um dia filho, um dia… estaremos juntos de vez…um dia.

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