Mais uma Quarta-feira, mais um dia em que o pouco tempo disponibilizado, para passar com o meu filho, corre…Mais uma vez, sinto que ele, quer mas não sabe dizer, é controlado, fica reticente, fica confuso, os olhos dele demonstram que não entende, que se habito-ou ao deslocar-se de um lado para o outro feito bola. Ontem, agarrou-se a mim como não houvesse amanhã, como se o mundo acabasse, ele que gosta de brincar com o avô e de estar no colo dele, ontem pura e simplesmente, recusava, queria a mim, queria que lhe desse como sempre o que mais procura, o amor e o carinho, a protecção e a segurança dos braços que o acolheram mal nasceu, de quem lhe cortou o cordão umbilical e o segurou e lhe disse bem vindo ao mundo.

Vejo nos olhos dele, que ele fica confuso, tão depressa me quer, como me ignora, seja pelo que lhe dizem, seja pela inocência de uma criança, eu não consigo lhe dizer o contrario, fico aguardar que ele cresça e entenda quem lhe quer bem e quem o usa como “arma” de arremesso, vejo a forma mal vestida e de pedinte com que vem vestido, vejo a pele dele, num estado lastimoso, devido a falta de tratamento ao problema de pele atopica que tem, vejo o cabelo rapado pela parvoíce da mãe, e com uma pelada na parte posterior da cabeça, vejo as insinuações e as palavras que lhe devem dizer acerca de mim em casa da mãe dele, e eu… pura e simplesmente me calo, ignoro, tento usar psicologia, e minimizar perante ele todas essas coisas, e brincar com ele, ama-lo e dar-lhe a segurança e apoio que sei que ele necessita, mas por dentro fico de rastos, e mesmo assim calo-me, mesmo assim resisto, e vou lutar até ao fim, correr os tribunais, correr o mundo e o próximo, pois por ele, tudo farei, pelo meu amor ao meu filho tudo, ultrapassarei e sei que um dia, ele ou o mundo ignorante legislativo me dará razão.

Os olhos dele não mentem o abraço dele quando chega a casa da mãe e não quer sair do meu colo, isso não mente, ele sente o desprezo e a tentativa de desrespeito por ele e por mim que esta a ser feito, e por isso tenta não ir, mas ele já se habito-ou que é lá que tem de ficar, apesar de ser quase a ferros tirado pela mãe que ele vai. Que posso dizer-lhe que lhe posso fazer se não em silencio o entregar!!!

Luto em tribunal, luto e vou lutar sempre por ti meu filho, pois és do mundo e não meu ou da tua mãe, só te posso acompanhar no inicio da tua jornada e te dar todo o amor, carinho, segurança e te ensinar tudo o que necessitas de saber para cuidares de ti, a escola te dará o resto, e eu apoiar-te sempre incondicionalmente, sempre, pois sei que um dia, meu filho, um dia, tudo será nosso, juntos, um dia…um dia…

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