Este pais, pequeno e mundano, não é dos piores, seja na recessão econômica, seja em qualquer outro ponto, mas é frustrante, para quem cá vive, ver a banalização e indiferença em determinados assuntos, vejam por exemplo, e quem já passou pelo mesmo, sabe com todas as certezas disto. Quando um homem quer a custodia ou o direito a ver os seus filhos, todos torcem o nariz, e muitos até acabam por desistir. Eu bem assisto, penso que somente o meu ex-advogado e amigo é que tinha um ponto de vista diferente pelo facto de vivermos uma situação semelhante, e triste.

Quando um de nós tenta, arranjar um advogado para lutar pela custodia dos nossos filhos, ficam todos de repente como se o diabo, tivesse entrado pela porta dentro e iniciam um processo de desmoralização, porque eles também estão desmoralizados, já que dificilmente, por mais provas tenham, conseguem “retirar” a mãe a uma criança. Eles sentem-se desmoralizados e já partem como equipa de futebol de segundo plano, com o conhecimento que vão perder, só esperam que não seja por muitos. E isso nota-se em que luta pelos filhos, pois vão com a sensação que tudo, é perda de tempo. As crianças precisam de ambos, e não de um só, precisam de amor e carinho, e não das lutas parvas dos adultos em que as únicas vitimas são os filhos.

Tenho ouvido de tudo nestes últimos tempos, desde advogados que preferiam estar do outro lado da fileira, tendo como cliente a mãe, ou Protecção de Menores que ignoram os sinais de Bulling as crianças e a sua utilização para beneficiarem um dos pais, seja pela Segurança Social que olha para todos sempre com desconfiança sem nexo.

Sinto-me muitas vezes como D.Quixote de la Mancha, lutando contra inimigos invisíveis que afinal são moinhos, mas esses moinhos estatais, são uma maquina obsoleta, que como a religião já serviram o seu propósito a muitos anos e agora estão em decadência.

Não sou religioso, mas respeito, e digo por me achar neutro na questão, que as pessoas servem algo que só deveriam ter fé e não pagar, para que as absolvam. Deus disse: ” Não quero monumentos em minha honra, a minha casa é debaixo de cada oliveira, e o meu trono, em cada pedra…”

As pessoas não entendem, o mesmo se passa com os nossos filhos, eles não são um prêmio, e as mães não tem exclusividade deles, os pais também lá estiveram, quando os conceberam, fosse com amor ou não. Dá mesma forma que as mulheres podem dizer que os homens, só servem pra procriar, os homens podem dizer que elas só servem para os transportar. Ninguem pode dizer que é único e indispensável, tal não é concebível nos dias de hoje!

Mas um dia estas formas de estar, vão mudar, um dia…e nesse dia eu estarei lá para abraçar o meu filho, um dia…um dia…

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