Ontem, alguns amigos, questionaram-me, ao verem o Blog acerca de o porquê de ter deixado a casa onde morava o meu filho, e quando sai não o ter levado comigo!

Apesar de a já me terem questionado diversas vezes acerca do assunto, por regra geral não respondo, mas como tomei uma postura publica acerca deste assunto, devo e posso dizer que sai, pelas mais diversas razões, mas principalmente, por a minha ex-companheira no meio de alguma discussão mais ou menos normal num casal, atirar-se para o chão e violentamente bater na barriga dela, com o meu filho lá dentro a crescer e a formar-se. Penso que isso é uma excelente razão, para além de outras, ninguém neste mundo gosta de ver bater nos seus filhos, especialmente dentro do útero da mãe e pela própria mãe!

E quando me decidi a sair, foi com muita magoa, mas perfeita consciência, e apesar de saber que se o levasse (na altura com 6 meses) ele ficava muito bem entregue comigo, pois já não amamentava e já ficava no infantário, e por regra geral estava sempre comigo. Mas surgiu a duvida, e eu podia???

Bem, poder podia, como dizia as forças da autoridade, e que não iriam fazer nada, mas que o juiz poderia não gostar muito da ideia, consultado o advogado na altura, indicou que seria bastante prejudicial e difícil de efectuar uma defesa dura de desmontar. E que regra geral, o pai fica sempre em maus lençóis!

Depois surgia outras questões, para onde o vou levar? E terei condições? Onde o deixo durante o dia? É que se o coloca-se no infantário de sempre, ela ia busca-lo, e tira-lo e depois ia eu e tirava-o, ele não é arma para se andar assim  brincar.

Portanto mesmo contrariado e sem grande vontade de lhe o deixar, tive de apaziguar o coração e sair, recomeçar a vida e criar condições, para que o meu filho, quando esteja comigo, saiba que ele é o dono do seu mundo com o pai e que temos sempre o nosso tempo, mesmo regulamentado por as autoridades, caso contrario a mãe dele, iria continuar a esconde-lo, pressiona-lo, afecta-lo e a abandona-lo como mesmo assim faz!

Apesar de uma resolução provisória, eu sei que um dia tudo vai mudar e eu vou ter o meu filho, bem perto de mim…um dia…

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